Guardiola quer chegar ao Santos de Pelé

Treinador elogia seus jogadores e espera que o Barça alcance o nível dos 'grandes do futebol de todos os tempos'

LUÍS AUGUSTO MONACO , ENVIADO ESPECIAL / YOKOHAMA, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2011 | 03h04

O técnico Pep Guardiola é incansável. Após vencer o Mundial de Clube, ele já sonha com novas conquistas. Mas, apesar do invejável currículo, uma coisa ele garante: o seu Barcelona ainda não pode ser comparado com o Santos que conquistou o mundo duas vezes na década de 60.

"Tomara que, com o tempo, possamos ser incluídos como um dos grandes da história do futebol, como o Santos de Pelé e outras tantas equipes", declarou o treinador.

O trabalho de Guardiola à frente do Barcelona é invejável. Mas, para não assumir todos os méritos, o treinador ressalta o esforço da diretoria em investir alto nas categorias de base.

Do time titular que começou jogando ontem contra o Santos, apenas os laterais Daniel Alves e Abidal não foram formados pela equipe. "Nós formamos nossos jogadores, quase todos custaram zero", comentou Guardiola.

Com tantos jogadores formados em casa, o Barcelona consegue ter um estilo de jogo bem definido, com marcação forte e intensa troca de passes no setor ofensivo. "Estamos falando de uma equipe de jogadores muito bons. Isso é fundamental. E tentamos conhecer o adversário, diminuir seus espaços", disse. "Temos jogadores que não perdem a bola. Eles trocam passes e se associam através da bola para criar chances de gol. É simples."

Na verdade, o time faz as coisas parecerem simples. "São três anos e meio à frente do Barcelona para implementar esse estilo de jogo", contou Guardiola, que faturou 13 troféus pelo clube nesse período - ele ainda faturou mais quatro troféus amistosos.

O treinador lembrou também que o estilo de jogar do Barça permite que talentos individuais, como o de Messi, decidam as partidas. "A nossa intensidade é que passamos a bola o mais rápido possível, sem precisar correr. E, quando tem a bola, o jogador passa o mais rápido possível para o companheiro. Depois, pode haver jogadas individuais e desequilíbrio de Messi e Iniesta."

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