Guerra de nervos esquenta a decisão

Inter diz que Corinthians tem sido beneficiado por arbitragens

Fábio Hecico e Marcel Rizzo, O Estadao de S.Paulo

30 de junho de 2009 | 00h00

Muita gente dentro do clube era contra a iniciativa, a fim de evitar polêmicas, mas o vice-presidente de futebol do Internacional, Fernando Carvalho, resolveu dar o pontapé inicial à guerra de nervos da decisão da Copa do Brasil contra o Corinthians, amanhã, no beira-rio. Acesse e veja mais notícias do Corinthians para a decisãoAinda revoltado com um erro do árbitro Márcio Rezende no duelo entre as equipes no Brasileiro de 2005 - não deu um pênalti em Tinga e ainda o expulsou no empate por 1 a 1 -, convocou a imprensa para passar um vídeo com "erros da arbitragem" a favor do Alvinegro. E não poderia ter sido mais claro no que pensa: "Eles chegaram à final por erros de arbitragem." Com uma faixa de "Corinthians, tricampeão da Copa do Brasil" nas mãos, supostamente enviada por um corintiano, iniciou a denúncia com o lance de Tinga, em 2005. "Na época não reclamamos. Mas agora resolvi pesquisar e percebi que vários erros vêm se repetindo em favor do Corinthians. São quatro pênaltis marcados que não aconteceram", afirmou (além do de Tinga, em 2005, mostrou três desta edição da Copa do Brasil). "Por isso fizemos este compêndio (DVD), para enfatizar lances que já ocorreram. Nada é novo. Tudo foi repercutido pela crônica especializada, inclusive em São Paulo."Pessoas próximas a Fernando Carvalho acreditam que ele pode ter dado um tiro no pé. A ordem seria adotar discurso de paz para não influenciar as decisões do árbitro. O mineiro Ricardo Marques Ribeiro apitará o jogo. Ele trabalhou no confronto de volta entre Coritiba e Inter, no Paraná, e foi bastante criticado pelos donos da casa.Apesar de não usar o termo roubo, Carvalho deixou claro que a arbitragem é favorável ao rival. "Quero que o árbitro apite o jogo com isenção e trate o Internacional da mesma forma que trata o Corinthians. Não quero ser beneficiado, mas também não quero que o Inter seja mais uma vez prejudicado."Até o duelo entre as equipes no Pacaembu, dia 17, quando o Corinthians ganhou por 2 a 0, virou tema do dossiê. A revolta foi contra Héber Roberto Lopes. "Ele não deu cartão para o Chicão, para o Elias, para o Jorge Henrique, não deu vermelho para o Douglas", comentou. E reclamou de que a bola estava rolando na cobrança da falta antes do segundo gol.O Corinthians também reclama de pênalti contra o Vasco não marcado no Rio e de entradas duras de Magrão e de Sandro no jogo de ida da final, no Pacaembu, que poderiam ter ocasionado a expulsão dos colorados. A diretoria do Corinthians ironizou o "compêndio". Em nota, afirmou que poderia criar seu DVD com erros a favor do clube gaúcho. Para o presidente Andrés Sanchez o troco poderia incitar a violência. Ronaldo criticou Fernando Carvalho. "É politicagem. Cartola que quer aparecer. O futebol é lindo e emocionante também por causa dos erros do árbitros. Imagina se tudo fosse automático, seria monótono." O presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, criticou o dirigente. "Ele deveria fazer um DVD com os erros dos atacantes, dos zagueiros."

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