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Guerra e paz

Tite já disse que o resultado do clássico de hoje, contra o São Paulo, pode influir na estreia na Libertadores, quarta, contra o Deportivo Táchira. Não parece, mas uma sequência de vitórias por um torneio impulsiona a campanha em outro e vice-versa.

O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2012 | 03h02

No caso do Corinthians, o título brasileiro impulsiona muita coisa. "A gente não concorda com esse negócio de dizer que Libertadores é obrigação. Não é obrigação, não. E acho que o time está mais tranquilo para o torneio deste ano", diz Widner Rocha, o Pulguinha, diretor da Gaviões da Fiel.

O técnico e os jogadores dizem a mesma coisa. O Corinthians entra na Libertadores 2012 em paz. "O título brasileiro tirou muito o peso das costas", afirma o técnico Tite.

Outros dois motivos para estar em paz são: 1. Libertadores 2010; 2. Libertadores 2011.

Se o Corinthians perdeu precocemente o título com que mais sonhou no ano de seu centenário. Se caiu na fase preliminar contra o Tolima, em 2011. E se todos seguiram suas vidas com tranquilidade para ganhar o Brasileirão, em dezembro, então a Libertadores 2012 só pode trazer coisas boas. É claro que o voo para San Cristóbal será tranquilo se o time cravar um duplo hoje, contra o São Paulo. Vitória e empate valem para o avião subir sem turbulências.

Há outro ingrediente do clássico favorável ao Corinthians e que causa problemas no Tricolor: o Pacaembu. Desde 2009, quando os clássicos passaram a ser disputados com mando de campo e 10% de torcida visitante, o São Paulo enfrentou o Corinthians no Pacaembu cinco vezes e perdeu as cinco. Na última delas, caiu por 5 x 0. O último gol em clássicos no Pacaembu foi marcado por Rodrigo Souto, na derrota por 4 x 3, em março de 2010.

Ano passado, o São Paulo só venceu dois dos dez jogos contra Corinthians, Palmeiras e Santos. Ganhar hoje melhora o retrospecto e a confiança. Um torneio empurra o outro, um jogo também. Ah, vencer também representará nuvens no caminho do avião corintiano.

Armistício. A polícia está na moda e, como é de costume, as torcidas de Corinthians e São Paulo fizeram reunião no Batalhão de Choque, na sexta-feira. É sempre assim antes de clássico.

Em algumas dessas reuniões, as torcidas alertaram que a saída da zona norte, pelo terminal Nova Cachoeirinha, é o ponto mais crítico da cidade. Mas não se evitam brigas por lá.

Corinthians e São Paulo representam, hoje, a maior rivalidade entre torcidas da cidade, ainda que nem todos os corintianos concordem: "O gosto pela vitória ainda é maior contra o Palmeiras", diz Pulguinha.

Na semana passada, o Corinthians jogava no Pacaembu, contra o Bragantino, o Palmeiras contra o Santos em Presidente Prudente. Com a cidade mapeada, os ônibus da torcida do Palmeiras passaram por baixo da Ponte dos Remédios a caminha da rodovia Castello Branco, onde fica a sede da corintiana Pavilhão 9. Resultado: briga. O que muita gente estranha é por que, ano passado, o comboio palmeirense para Prudente entrou antes na via Anhanguera, seguiu até o Rodoanel, para então entrar na Castello Branco sem passar perto da torcida do Corinthians.

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