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Fifa foi uma das principais entidades esportivas a punir a Rússia pela guerra com a Ucrânia REUTERS|Dado Ruvic

Fifa foi uma das principais entidades esportivas a punir a Rússia pela guerra com a Ucrânia REUTERS|Dado Ruvic

Guerra na Ucrânia faz Rússia perder eventos da Fórmula 1, futebol, vôlei e esportes olímpicos

Algumas sanções também se estendem a Belarus; atletas podem ser excluídos de diversas modalidades

Marcos Antomil , especial para o Estadão

Atualizado

Fifa foi uma das principais entidades esportivas a punir a Rússia pela guerra com a Ucrânia REUTERS|Dado Ruvic

Desde o momento em que iniciou a invasão à Ucrânia, a Rússia começou a receber sanções no meio esportivo, principalmente com a perda de eventos que teriam como sede o país do leste europeu. As medidas causam problemas significativos à economia e principalmente para atletas russos, que novamente se vêm prejudicados por atitudes do governo.

No automobilismo, o Grande Prêmio de Fórmula 1, que seria realizado em Sochi no fim de semana do dia 25 de setembro, foi retirado do calendário após pressão de equipes e pilotos, que se recusaram a viajar ao país. A Rússia se preparava para transferir a corrida da cidade-sede dos Jogos de Inverno de 2014 para São Petersburgo em 2023, porém o conflito com os ucranianos deixa dúvidas sobre a sequência da categoria no país.

Um dia após a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciar que pilotos da Rússia e de Belarus não poderão disputar corridas usando identificação de seus países, a Motorsport UK, órgão que comanda o automobilismo no Reino Unido, foi além e proibiu pilotos desses países a correrem na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Desta maneira, o russo Nikita Mazepin, da Haas, não disputará o GP da Inglaterra de Fórmula 1.

No futebol, as sanções vieram repartidas. A primeira delas foi a retirada da final da Liga dos Campeões da Europa 2021/2022 de São Petersburgo. O evento agora será realizado em Paris. Em seguida, vieram punições sobre as seleções e clubes russos. A Fifa proibiu a seleção russa de competir sob sua bandeira, executar o hino e excluiu o país das Eliminatórias para a Copa do Mundo. A decisão foi seguida pela Uefa, que excluiu o Spartak Moscou da Liga Europa e retirou a seleção feminina da Eurocopa.

O Comitê Olímpico Internacional recomendou às suas federações esportivas que excluam atletas russos das competições e orientou a desconvocação daqueles que já haviam sido convidados. A medida também será aplicada a esportistas de Belarus. A entidade também retirou condecoração da Ordem Olímpica dada ao presidente russo Vladimir Putin.

A Federação Internacional de Judô fez o mesmo e suspendeu honraria entregue ao líder russo. Vladimir Putin, que é faixa preta e graduado no 8º dan na modalidade, havia sido intitulado Presidente Honorário e Embaixador. Em outubro, a Rússia seria palco de uma das etapas da Premier League de caratê, mas o evento foi retirado do país e deverá ganhar nova sede.

A Rússia também não poderá mais organizar o Campeonato Mundial masculino de vôlei. O evento aconteceria no país entre agosto e setembro de 2022. As seleções russas masculina e feminina não poderão competir sob sua bandeira e ainda poderão sofrer novas sanções.

Na natação, o Circuito Internacional em águas abertas retirou de seu calendário as provas que ocorreriam em território russo. A Fina (Federação Internacional de Natação) retirou de Kazan, na Rússia, torneios de saltos ornamentais, nado artístico e Mundial Júnior. Um jogo entre Rússia e Grécia também foi retirado do país.

No badminton, a situação é semelhante, mas também alcança Belarus, que também não poderá acolher competições da modalidade. O mesmo se estende à escalada, xadrez, halterofilismo e esqui. Atletas da Rússia também podem ficar fora de disputas no curling e hóquei no gelo.

A Copa do Mundo de esgrima (espada) estava sendo realizada em Sochi, mas foi paralisada antes de sua fase semifinal no último sábado. Atletas abandonaram a competição após o início da guerra com a Ucrânia.

O conselho da Federação Internacional de Atletismo (World Athletics) anunciou também que atletas, profissionais de apoio e dirigentes de Rússia e Belarus estão excluídos de todas as competições internacionais enquanto a guerra persistir. A decisão tem efeito imediato. A federação de Belarus foi suspensa, assim como a entidade russa está desde 2015 devido aos casos de doping.

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Pilotos russos e de Belarus da F-1 são proibidos de disputar corridas no Reino Unido devido à guerra

Com a decisão, Nikita Mazepin, da Haas, não disputará o GP da Inglaterra da categoria

Redação, Estadão Conteúdo

02 de março de 2022 | 10h50

Um dia após a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciar que pilotos da Rússia e de Belarus não poderão disputar corridas usando identificação de seus países, a Motorsport UK, órgão que comanda o automobilismo no Reino Unido, foi além e proibiu pilotos desses países a correrem na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Desta maneira, o russo Nikita Mazepin, da Haas, não disputará o GP da Inglaterra de Fórmula 1.

Na visão de David Richards, presidente da Motorsport UK, a decisão em conjunto com o Conselho da organização é uma resposta adequada aos atos de guerra e agressão protagonizados pelos russos e também pela Belarus na invasão à Ucrânia.

"Toda a comunidade Motorsport UK condena os atos de guerra da Rússia e da Belarus na Ucrânia e expressa sua solidariedade e apoio a todos os afetados pelo conflito em andamento", disse Richards. "Estamos unidos ao povo da Ucrânia e à comunidade do automobilismo após a invasão e as ações inaceitáveis que se desenrolaram. Este é um momento para a comunidade internacional do automobilismo agir e mostrar apoio ao povo da Ucrânia e nossos colegas da Federação Automobilística da Ucrânia (FAU)."

Richards participou da reunião extraordinária da FIA na terça-feira, comandada por Mohammed Ben Sulayem, presidente da entidade, mas achou que o Reino Unido devia ser mais rigoroso.

As medidas adotadas pela Motorsport UK são: nenhuma equipe licenciada russa/belarussa é aprovada para participar de competições de automobilismo no Reino Unido; nenhum competidor e oficial licenciado russo/belarusso é aprovado para participar de eventos de automobilismo do Reino Unido; nenhum símbolo nacional russo/belarusso, cores, bandeiras (no uniforme, equipamento e carro) a serem exibidos em eventos permitidos da Motorsport UK.

Estás normas foram definidas em consulta ao governo britânico e órgãos esportivos do Reino Unido. "É nosso dever usar qualquer influência que possamos ter para interromper essa invasão totalmente injustificada da Ucrânia. Incentivamos a comunidade do automobilismo e nossos colegas ao redor do mundo a abraçar totalmente as recomendações do Comitê Olímpico Internacional e fazer o que pudermos para acabar com esta guerra", enfatizou Richards.

"O Motorsport UK está unido a Leonid Kostyuchenko, o presidente da FAU, à comunidade ucraniana de automobilismo e ao povo ucraniano e pede que a violência termine com uma resolução pacífica."

Verstappen renova por mais cinco anos

A Red Bull Racing está com negociações avançadas para renovar o contrato do holandês Max Verstappen, atual campeão mundial da Fórmula 1, até o fim de 2028, de acordo com o De Telegraaf.

Segundo o jornal holandês, o vínculo que terminaria em 2023 será ampliado por "quatro ou cinco temporadas". O acordo deve ser oficializado até o fim desta semana, com salários anuais de 50 milhões de euros.

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Fórmula 1 não realizará GP na Rússia devido à invasão militar na Ucrânia: 'Impossível'

Na quinta-feira, Sebastian Vettel já havia se posicionado sobre a crise militar e diplomática e foi duro em suas declarações contra a invasão da Ucrânia

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2022 | 11h14

A Fórmula 1 anunciou que não realizará o Grande Prêmio da Rússia após as forças armadas do país invadirem a Ucrânia nesta semana. A decisão foi tomada em conjunto com a FIA e as escuderias. "É impossível realizar o Grande Prêmio da Rússia nas atuais circunstâncias", informa a organização em nota sobre a edição na cidade de Sochi, que seria disputada em setembro.

Na quinta-feira, o piloto Sebastian Vettel fez questão de se posicionar sobre a crise militar e diplomática e foi duro em suas declarações. O presidente da associação de pilotos da Fórmula 1 (GPDA) disse que não disputaria o GP em protesto por ver "pessoas inocentes perdendo vidas por razões estúpidas."

"Acordei esta manhã chocado com as notícias. É horrível ver o que está acontecendo", lamentou o tetracampeão mundial, da Aston Martin. "A minha opinião é que não devemos ir, e decidi que não vou. Acho que é errado correr naquele país (Rússia). Lamento muito pelas pessoas inocentes que estão perdendo a vida, sendo mortas por razões estúpidas sob uma liderança muito estranha e louca."

A decisão da Fórmula 1 vai de encontro com a de outras entidades esportivas de retirar eventos esportivos da Rússia. A Uefa trocou a cidade da final da Liga dos Campeões de São Petersburgo para Paris, no Stade de France, no dia 28 de maio.

A Fifa também vai tratar do calendário dos jogos das seleções que disputarão a repescagem para a Copa do Mundo deste ano, no Catar. Polônia, Suécia e República Checa descartaram jogar partidas no país de Vladimir Putin. O presidente Gianni Infantino adotou um discurso em que pede pelo diálogo construtivo e evitou tomar decisões que afetem os jogos.

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Fifa e Uefa suspendem seleções e clubes da Rússia, e país está fora da Copa do Mundo

Decisão atende pedidos feitos por importantes federações e vem em resposta à guerra na Ucrânia

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2022 | 14h49
Atualizado 28 de fevereiro de 2022 | 16h21

A Fifa e a Uefa anunciaram na tarde desta segunda-feira a exclusão da seleção russa e de equipes do país das competições organizadas pelas entidades. A medida vem em resposta à guerra na Ucrânia e atende pedidos de importantes federações europeias. Assim, a seleção russa não seguirá disputando as Eliminatórias e está fora da Copa do Mundo do Catar.

"Na sequência das decisões iniciais adotadas pelo Conselho da Fifa e pelo Comitê Executivo da Uefa, cujas decisões previam a adoção de medidas adicionais, a Fifa e a Uefa decidiram hoje em conjunto que todas as equipes russas, quer sejam equipes representativas nacionais ou clubes, serão suspensas da participação em competições da Fifa e da Uefa até novo aviso", informa a entidade máxima do futebol em nota.

"O futebol está totalmente unido aqui e em total solidariedade com todas as pessoas afetadas na Ucrânia. Ambos os presidentes (Gianni Infantino, da Fifa, e Aleksander Ceferin, da Uefa) esperam que a situação na Ucrânia melhore significativa e rapidamente para que o futebol possa voltar a ser um vetor de unidade e paz entre os povos", continuou a nota.

Ao longo dos últimos dias, desde que eclodiu o conflito no leste europeu, as seleções da Polônia, Suécia e República Checa - que disputariam com a Rússia uma vaga no próximo Mundial - manifestaram seu desejo de não jogar com os russos a repescagem no próximo mês de março.

No domingo, a Fifa havia determinado que a Rússia estaria impedida de jogar em seu território nas partidas que fosse mandante. Além disso, estariam proibidos o uso da bandeira e a execução de seu hino nacional. A decisão, vista como branda, recebeu fortes críticas de federações europeias filiadas à entidade.

Nesta segunda-feira, o presidente da Associação Polonesa de Futebol, Cezary Kulesza, anunciou, em suas redes sociais, que a sugestão da Polônia - de exclusão da Rússia da disputa por vaga na Copa - havia recebido o apoio de outros países, como Inglaterra, Albânia, Dinamarca, Irlanda, Noruega, Escócia, Suíça e País de Gales.

"Lutar pelo lado certo foi eficaz! Mostramos que a força está na solidariedade. Nós apenas agimos corretamente. Agora trata-se de ajudar a Ucrânia, o que faremos como Associação Polonesa de Futebol", escreveu Cezary Kulesza após a nova determinação da Fifa.

LIGA EUROPA E EURO FEMININA

A decisão conjunta também afeta diretamente a disputa da Liga Europa. O Spartak Moscou, que enfrentaria o alemão RB Leipzig, nas oitavas de final, está fora da competição. Nos demais torneios da Uefa - Liga dos Campeões e Liga Conferência - não há mais clubes russos na disputa. A seleção feminina da Rússia também será afetada pela determinação, pois participaria da Eurocopa na Inglaterra no próximo mês de julho.

RUSSOS REAGE

A União de Futebol da Rússia afirma discordar frontalmente das decisões da Fifa e Uefa e diz que contestará as medidas perante as leis esportivas internacionais.

"Acreditamos que esta decisão é contrária às normas e princípios da competição internacional, bem como ao espírito desportivo. Tem um caráter claramente discriminatório e prejudica um grande número de atletas, treinadores, funcionários de clubes e seleções e, mais importante, milhões de torcedores russos e estrangeiros, cujos interesses as organizações esportivas internacionais devem proteger em primeiro lugar", afirma a entidade russa por meio de um comunicado oficial.

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COI recomenda exclusão de atletas da Rússia e Belarus de competições

Entidade olímpica orienta federações a tomar medidas firmes diante da guerra na Ucrânia e retira condecoração dada a Vladimir Putin

Redação, Estadão Conteúdo

28 de fevereiro de 2022 | 12h11
Atualizado 28 de fevereiro de 2022 | 12h30

O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou um comunicado nesta segunda-feira para recomendar que federações e organizadores de competições de todo o mundo não permitam a participação de atletas e oficiais russos ou de Belarus em eventos esportivos. De acordo com o texto, a medida tem o objetivo de “proteger a integridade das competições desportivas mundiais e a segurança dos participantes”, enquanto a Rússia promove um conflito armado na Ucrânia.

A entidade argumenta que não tomou a decisão para castigar atletas por ações de seu governo, mas sim porque se viu em um dilema. Para o COI, é injusto que os russos possam participar de competições enquanto muitos atletas ucranianos vivem o drama de violência da qual sua nação é alvo.

“A atual guerra na Ucrânia coloca o Movimento Olímpico em um dilema. Enquanto os atletas da Rússia e de Belarus poderiam continuar a participar de eventos esportivos, muitos atletas da Ucrânia estão impedidos de fazê-lo por causa do ataque ao seu país. Este é um dilema que não pode ser resolvido. O Comitê Executivo do COI, portanto, considerou hoje cuidadosamente a situação e, com o coração pesado, emitiu a resolução”, diz um trecho da nota oficial.

O comitê também recomendou que, caso não haja tempo para os organizadores excluírem participantes dos campeonatos, eles devem competir sem relação com os países, como atletas neutros. Antes, já havia sido determinado que nenhuma competição fosse realizada em território da Rússia ou de Belarus.

PUTIN PERDE HONRARIA

Além disso, O presidente Vladimir Putin, o vice-primeiro-ministro Dmitry Chernyshenko e o chefe de gabinete Dmitry Kozak perderam a condecoração da Ordem Olímpica, a mais alta concedida pelo COI. Eles receberam a premiação após a cidade russa Sochi sediar os Jogos Olímpicos de Inverno em 2014.

“Com base nas circunstâncias excepcionais da situação e considerando a violação muito grave da Trégua Olímpica e outras violações da Carta Olímpica pelo governo russo no passado, foi tomada a decisão de retirar a Ordem Olímpica de todas as pessoas que atualmente têm uma função importante no governo da Rússia ou outro cargo de alto escalão relacionado ao governo”, diz o texto.

O comunicado também esclareceu como fica a situação da Paralimpíada de Inverno de Pequim, com início marcado para sexta-feira. A comissão do evento terá autonomia para decidir o que fazer a respeito da participação dos atletas das nacionalidades vetadas.

“O COI deixa para a organização relevante encontrar sua própria maneira de resolver efetivamente o dilema descrito acima. Nesse contexto, o COI considerou em particular os próximos Jogos Paralímpicos de Inverno de Pequim 2022 e reiterou seu total apoio ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC) e aos Jogos”, comunicou a entidade.

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Uefa remarca final da Liga dos Campeões para a França após Rússia invadir Ucrânia

Decisão do torneio, que estava marcada para São Petersburgo, será no Stade de France, em Paris

Redação, Estadão Conteúdo

25 de fevereiro de 2022 | 08h58

Como prometido, a Uefa agiu rápido e retirou a decisão da Liga dos Campeões de São Petersburgo, na Rússia, e definiu que o novo palco será o Stade de France, no dia 28 de maio. A entidade anunciou a troca após reunião extraordinária nesta sexta-feira, dando uma resposta imediata à invasão dos russos à Ucrânia.

"O Comitê Executivo da UEFA realizou hoje uma reunião extraordinária na sequência da grave escalada da situação de segurança na Europa. E decidiu transferir a final da Liga dos Campeões 2021/22 de São Petersburgo para o Stade de France em Saint-Denis. O jogo será jogado como inicialmente programado, no sábado, 28 de maio, às 21:00 CET (17 horas de Brasília)", anunciou a Uefa.

A decisão seria na Gazprom Arena, estádio do Zenit e administrado por um grande parceiro da entidade. Mas a pressão de outras confederações alegando falta de segurança acabou sendo decisiva para a terceira troca seguida do palco da grande decisão europeia. As duas anteriores foram ocasionadas por causa da pandemia de covid-19 em Kiev e Istambul e acabaram em Portugal.

Será a sexta final da Liga dos Campeões na França e a terceira neste novo palco. Em 2006, o Barcelona fez a festa no Stade de France em decisão emocionante com definição da virada nos minutos finais, com gol heroico do brasileiro Belletti e triunfo por 2 a 1 sobre o Arsenal. Em 2000 o título ficou com o Real Madrid, diante do Valencia. O Stade de France marcou a primeira conquista da seleção francesa em Copas do Mundo. Em 1998, com show de Zidane, bateu o Brasil por 3 a 0.

As outras três decisões da Liga dos Campeões no país foram no Parque dos Príncipes, casa do Paris Saint-Germain, em 1956, 1975 e 1981. A equipe francesa está nas oitavas de final, abriu vantagem sobre o Real Madrid com 1 a 0 na ida e busca o inédito título.

"A Uefa deseja expressar os seus agradecimentos e apreço ao Presidente da República Francesa, Emmanuel Macron, pelo seu apoio pessoal e empenho em transferir o jogo mais prestigiado do futebol europeu de clubes para França num momento de crise sem precedentes", agradeceu a entidade. "Juntamente com o governo francês, a Uefa apoiará totalmente os esforços de várias partes interessadas para garantir o resgate de jogadores de futebol e suas famílias na Ucrânia que enfrentam terríveis sofrimentos humanos, destruição e deslocamento."

A Uefa ainda anunciou que o Comitê Executivo da UEFA também decidiu que os clubes e seleções russas e ucranianas que participem nas competições da Uefa terão de jogar em casa em estádios neutros até novo aviso.

"O Comitê Executivo da Uefa decidiu ainda permanecer de prontidão para convocar novas reuniões extraordinárias, regularmente sempre que necessário, para reavaliar a situação legal e factual à medida que evolui e adotar novas decisões conforme necessário."

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