Guerreiras na final

As seleções de basquete e futebol feminino garantiram ontem classificação para a disputa da medalha de ouro, com vitórias sobre Cuba e México, respectivamente

Glenda Carqueijo, O Estadao de S.Paulo

24 de julho de 2007 | 00h00

BasqueteApós 16 anos, a seleção brasileira feminina de basquete chega a uma final dos Jogos Pan-Americanos - hoje, às 15h30, na Arena Olímpica, em Jacarepaguá. Ontem, o time liderado por Janeth, que fará sua última partida com a camisa do Brasil, venceu Cuba por 79 a 60. Na decisão, as brasileiras enfrentarão os Estados Unidos, que fizeram 75 a 59 no Canadá.Na festa de despedida da ala, o objetivo do grupo é fazer a comemoração com a medalha mais valiosa no peito. ''''Vamos entrar motivadas para dar o ouro para Janeth'''', diz a pivô Kelly, de 28 anos, em seu terceiro Pan. Ela foi o destaque do jogo, com um ''''double-double'''' (quando o jogador alcança dois dígitos em dois fundamentos). Fez 17 pontos e ainda apanhou 14 rebotes. A ala Micaela dividiu o posto de cestinha com Kelly, também com 17 pontos. Para esta foi um jogo de recuperação: ela ficou dois meses de férias, antes de chegar ao Rio.Diante das cubanas, o Brasil sofreu no primeiro quarto, com falhas na defesa, finalizações e sem energia para os contra-ataques. A equipe rival entrou em quadra descaracterizada, sem energia. Para o técnico cubano, Alberto Zabala, que assumiu o time após o Mundial do Brasil, realizado em São Paulo, no ano passado, o objetivo do time foi cumprido. ''''Saímos de Cuba com um propósito, de estar no quadro de medalhas'''', explica. Kelly comentou, depois, essa rivalidade, em tom ameno: ''''A gente se conhece, vem fazendo amistosos nos últimos cinco anos. Elas traziam charuto e trançavam nossos cabelos.''''Janeth conseguiu a segunda maior pontuação do jogo, com 13 pontos. E deixou a quadra mancando, com uma bolha no pé esquerdo. Feliz por ter escolhido o Pan do Rio para se despedir, ela se diz confiante na medalha de ouro. Sobre o futuro do basquete feminino, Janeth acredita que, diferentemente de sua geração, na atual ''''o conjunto será mais forte que uma ou outra jogadora''''. O técnico Antônio Carlos Barbosa, que também se despede hoje da seleção, diz que não vai chorar. ''''Minha vida é um eterno recomeço.'''' Ficou à frente da equipe por 21 anos, e agora vai ser supervisor das categorias de base da Confederação Brasileira de Basquete.

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