Guga estréia no Sauípe. Com pouca expectativa

Brasileiro enfrenta o argentino Carlos Berlocq, n.º 75 do mundo, e admite ter chances remotas de vencer, em um dos últimos jogos de sua carreira

Chiquinho Leite Moreira, O Estadao de S.Paulo

12 de fevereiro de 2008 | 00h00

Costa do Sauípe - Gustavo Kuerten inicia sua caminhada final. Será lembrado como o maior nome do tênis masculino brasileiro, com façanhas jamais imaginadas como a de ganhar um torneio do difícil circuito do Grand Slam. Fez mais. Conquistou Roland Garros em épica campanha, em 1997, e depois alcançou o tricampeonato com as coroas de 2000 e 2001. Com a força de um gênio, levantou ainda a Copa do Mundo de Lisboa de 2000, vencendo semideuses, como Pete Sampras e Andre Agassi. Nesta noite, na Costa do Sauípe, na estréia em simples no Brasil Open, sem a mesma potência de golpes, agilidade ou eficiência, mas com igual carisma, Guga começa a dizer adeus, ao enfrentar o argentino Carlos Berlocq, número 75 do ranking mundial, por volta das 21 horas (com SporTV).Em outros tempos, esse não seria um rival temível, mas, como tudo um dia acaba, o grande Kuerten não é favorito e uma derrota é resultado já encarado com conformismo. "Estou aqui para relembrar bons momentos. Não entro mais em quadra com expectativa de vitória. Na Bahia, ganhei o título duas vezes - em 2002, ao vencer Guillermo Coria, na final, e, em 2004, superando Agustín Calleri - e foi muito bom estar ao lado da torcida brasileira."Com a idéia de retribuir o afeto, Guga dá início a sua turnê de despedida do tênis profissional, justamente no Brasil Open, único torneio da série ATP Tour do País. "Eu e o Larri lutamos muito para ter uma competição dessas no Brasil. Chegamos a conversar com o pessoal da ATP e acho que isso ajuda muito o tênis brasileiro."Apesar do incentivo, conquistas e uma tremenda popularização do tênis em seus dias de glórias, Guga não deixa herdeiros. O tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo dá adeus ao tênis num dos piores momentos da história da modalidade no Brasil. Não há nem sequer um tenista entre os cem primeiros do ranking mundial. O Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam do ano, não teve brasileiro na chave principal de simples.O astro catarinense não perde as esperanças. Disse que tem planos de manter-se no tênis. Como jogador, está impossibilitado pelos problemas no quadril, mas vai trabalhar na formação de atletas ao lado de Larri.PONTOS PARA PEQUIMA ATP concederá pontos aos jogadores que competirem no torneio de tênis da Olimpíada de Pequim, em agosto, com o objetivo de assegurar a presença da elite do circuito na disputa olímpica. A WTA também já havia anunciado que suas jogadoras receberiam pontos .

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