André Lessa/Estadão
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Guilheiro quer voltar aos bons resultados após reciclagem

Depois de voltar de uma Olimpíada pela primeira vez sem medalha, judoca reflete e se propõe a mudar sua preparação

Alessandro Luchetti, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Depois de seis meses parado para descanso e recuperação de lesões, Leandro Guilheiro voltou a treinar, há um mês. Ele se prepara para as etapas de Montevidéu e Buenos Aires do Circuito Pan-Americano. Bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e nos de Pequim, quatro anos depois, o judoca nascido em Suzano teve bastante tempo para refletir sobre a experiência vivida nos Jogos de Londres. O brasileiro partiu para a Inglaterra com altas expectativas de pódio, pois ocupava excelentes posições no ranking, mas amargou derrotas para o norte-americano Travis Stevens e para o japonês Takahiro Nakai e deixou os Jogos, pela primeira vez, sem medalha.

Guilheiro não compartilha do otimismo reinante entre os dirigentes da Confederação Brasileira de Judô, que vibraram com o fato de o Brasil ter classificado judocas nas 14 categorias de peso para Londres, além de ter voltado a conquistar medalha de ouro, o que não ocorria desde 1992. “Há anos os treinos no Brasil são feitos da mesma forma. O Brasil é um dos cinco países que mais investem em judô (os outros são Japão, China, França e Rússia). Entre esses, é o que teve pior desempenho em Londres.”

Guilheiro conta com bons treinadores no Pinheiros e é orientado por Luiz Shinohara na seleção. Mesmo assim, acredita que precisa de mais um profissional.  “É provável que eu passe a ter mais uma pessoa somando e me auxiliando. Não quero que o pessoal do Pinheiros se incomode com isso, mas estou estudando a possibilidade de ter um estrategista, mais uma pessoa para discutir táticas de judô.”

A técnica e a força, na avaliação de Guilheiro, não estão sendo suficientes para conduzir a grandes resultados no tatame. “Muitos judocas têm feito uso do antijogo. São táticas voltadas para induzir o adversário a ser punido, por exemplo. Eu tenho que chegar a um modelo de treinamento que me capacite a me prevenir desse tipo de situação.”

O medalhista olímpico acredita ser necessário um aperfeiçoamento constante. Seu modelo é o francês Teddy Riner. “Ele é um judoca pesado atlético, que só evolui. Ele tinha algumas dificuldades, e as transformou em virtudes. É preciso resultados consistentes e continuar evoluindo.”

Leandro, nesta semana, está treinando no dojô do antigo Projeto Futuro, ao lado do ginásio do Ibirapuera, com os outros atletas da seleção brasileira, que são os anfitriões das equipes francesa e holandesa, num processo de intercâmbio.

O meio-pesado Luciano Correa, por exemplo, aproveita para medir forças com o holandês Henk Grol, seu algoz nos Jogos de 2008 e 2012.

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