Kai Pfaffenbach/Reuters
Kai Pfaffenbach/Reuters

Há uma década, Bolt se tornava o homem mais rápido do mundo

Recorde de 9,58 segundos nos 100 metros obtido pelo jamaicano em 2009 ainda permanece de pé

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2019 | 13h59

Quebrando os limites de velocidade, Usain Bolt tornou-se há exatos dez anos uma lenda viva do atletismo ao correr 100 metros em 9,58 segundos, no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha. O recorde do jamaicano, obtido no dia 16 de agosto de 2009, permanece de pé depois de uma década.

"Foi sensacional. Definitivamente, foi a minha melhor prova. Eu pensei que era possível correr abaixo de 9,69 segundos, mas tudo tinha de sair perfeitamente. Acho que o público me deu energia extra", disse Bolt depois aquela prova histórica.

Bolt começou a prova bem. Após 30 metros, ele já era líder e voou a partir dos 60 metros para parar o relógio em 9 segundos e 58 centésimos. Recorde mundial. O norte-americano Tyson Gay foi o segundo colocado com 9,71.

Após a prova, Bolt foi chamado para posar ao lado do painel com a inscrição "NEW WR 9.58". Era sua a coroação como homem mais rápido do mundo na prova mais nobre do atletismo.

A sapatilha utilizada por Bolt naquela noite está em uma sala de exposição na sede da Puma, em Herzogenaurach, na Alemanha. Passada uma década, a empresa, patrocinadora de Bolt, fez uma homenagem ao ex-atleta com um retrato do artista suíço David Diehl. A obra se parece com ícones bizantinos, fazendo com que Bolt se assemelhe a um santo.

O homem que pulverizou recordes ao longo dos anos ainda lamenta até hoje somente não ter conseguido correr os 200 metros abaixo dos 19 segundos. Os 200 metros rasos sempre foram a prova preferida de Bolt – desde os 15 anos, quando ele conquistou o Campeonato Mundial Juvenil, realizado em Kingston, na Jamaica, e se tornou o mais jovem medalhista de ouro num campeonato júnior de atletismo.

Mesmo sem ter alcançado o objetivo de correr 200 metros em menos de 19 segundos, Bolt é soberano na prova e detém os recordes olímpico e mundial. Em 2008, cravou 19s30 nos Jogos Olímpicos de Pequim. Um ano depois, baixou para 19s19 no Mundial de Berlim.

A aposentadoria de Bolt em 2017 abriu uma nova perspectiva no atletismo. Durante mais de uma década, o jamaicano não teve concorrentes que pudessem ao mínimo incomodá-lo. Nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, por exemplo, uma imagem de Bolt ganhou as capas dos jornais do mundo. Na foto, tirada durante a semifinal dos 100 metros rasos, o jamaicano olha para trás e sorri dos seus adversários antes mesmo de cruzar a linha de chegada. Até agora, nenhum velocista ocupou o vácuo que a sua aposentadoria deixou no esporte.

Bolt conseguiu se tornar um mito do esporte com uma carreira totalmente limpa, sem nunca ter se envolvido em casos de doping, o que parece raro nos dias de hoje.

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