'Habilidoso', Neymar elogia Barça, Real e o craque Messi

Craque evita polêmica na última entrevista coletiva antes do jogo decisivo de hoje e pede para trocar a camisa com seu marcador

YOKOHAMA , O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h02

Neymar enfrentará hoje o time que se engalfinhou com o Real Madrid na disputa por seu futebol e que muito provavelmente será o seu destino em 2014. Mas, enquanto o dia de jogar ao lado de Messi não chega, não custa nada tentar infernizar a vida dos craques do Barcelona. "Espero ter uma grande atuação e fazer gols para ajudar o Santos."

Durante o jogo de quinta-feira contra o Al-Sadd, vários dirigentes do Barça foram ao local em que Neymar estava no estádio e pediram para tirar fotos ao seu lado. Não os do alto clero (o presidente Sandro Rosell, o vice Josep Bartomeu, o diretor de futebol Raúl Sanllehí e o diretor-esportivo Andoni Zubizarreta), mas a romaria mostra como o menino santista é admirado no clube catalão.

Em público, o meia Fábregas disse ontem que Neymar tem "uma capacidade técnica impressionante" e será bem recebido se um dia chegar ao Barça. E, em contato informal com jornalistas que cobrem o clube, afirmou que o garoto "tem jeito de que se daria muito bem com nosso grupo".

Durante a coletiva de que participou ao lado de Muricy, Neymar ouviu da imprensa espanhola várias perguntas sobre a possibilidade de acabar se transferindo para o Barcelona. Saiu de todas com jogo de corpo e sem se comprometer. "Fiquei muito honrado com o interesse do Barcelona e do Real Madrid em me contratar, mas fiz a escolha certa ao ficar no Santos."

Também mostrou habilidade quando teve de falar de jogadores da equipe catalã. Mais uma vez apontou Messi como o melhor do mundo, e disse sorrindo que tenta imitar algumas de suas jogadas. E quando lhe perguntaram o que acha de Puyol, deu uma resposta que provocou risos e reações entusiasmadas dos espanhóis. "Conheço muito o Puyol do videogame e de ver as partidas do Barça. É um jogador muito bom, mas espero dar um pouquinho de trabalho para ele. E, se ele quiser trocar a camisa comigo, eu topo."

Disse que quer dar trabalho para o amigo Daniel Alves, que o visitou no hotel em que está o Santos na noite de sexta-feira - os jogadores do Barça estavam liberados para só voltar à concentração às 12 horas de ontem.

Tanto Guardiola como Fábregas disseram que a melhor maneira de minimizar o risco de o Barça sofrer com Neymar é manter a posse de bola, para que ele participe do jogo o mínimo possível. Ao ser informado disso, o craque não se mostrou muito preocupado. "É difícil ficar o jogo todo sem tocar na bola. E também posso ser útil sem ela, me movimentando e abrindo espaços para meus companheiros."

Por fim, fez uma declaração para deixar preocupados os jogadores do Barcelona. "Não me sinto nem um pouco pressionado. Estou tranquilo e preparado para fazer um grande jogo."

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