Haddad garante que a Fórmula 1 não sai de São Paulo

Prefeito eleito fala em reformar o autódromo de Interlagos e estender contrato do GP do Brasil pelo menos até 2022

WILSON BALDINI JR., O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h03

A cidade de São Paulo vai continuar como sede da Fórmula 1 no Brasil. A garantia é do recém-eleito prefeito Fernando Haddad. O político esteve ontem no paddock, antes do início da corrida, e afirmou: "Não vamos perder a Fórmula 1 em Interlagos. Os pilotos gostam, as equipes gostam. Trata-se de uma tradição. E São Paulo ama a F-1." Haddad teve uma reunião com Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, juntamente com o atual prefeito, Gilberto Kassab.

Para que Interlagos fique ao gosto de Ecclestone, é preciso uma ampla reforma, que dará ênfase à mudança dos boxes e do paddock para a reta oposta, em que também será dada a largada dos futuros GPs. Para a realização da obra serão necessários cerca de R$ 400 milhões. Como a Fórmula 1, segundo Kassab, arrecada para a cidade R$ 40 milhões, o projeto poderia ser concretizado em dez anos. Exatamente o período que Haddad pede para o novo acordo entre a Prefeitura e a F-1.

"Estamos falando de um contrato para 2022 ou até mais adiante. Se é feito um contrato de longa duração, não dá problema para que sejam feitas todas as alterações necessárias no autódromo", afirmou o prefeito eleito. "O investimento tem de ser compatível com o prazo. É uma negociação normal."

Kassab e Haddad concordam que o GP do Brasil é um evento essencial para a cidade. "Atualmente, é com a F-1 que São Paulo tem a sua maior visibilidade para o mundo. São cerca de 400 milhões pessoas acompanhando a prova pela TV", disse Kassab. "A rede hoteleira está totalmente ocupada, gerando impostos para a saúde e educação. A corrida gera empregos e lota restaurantes e bares."

Até o momento, segundo Kassab, nenhum projeto efetivo foi apresentado a Bernie Ecclestone. "Foram apenas conversas", afirmou o prefeito, que não se assusta com o interesse de outras capitais na organização da corrida. "Quem não gostaria de receber a Fórmula 1. Neste fim de semana só se fala nisso no País."

O atual prefeito se refere ao interesse inicial de Penha, no litoral catarinense, e Rio de Janeiro. Em Santa Catarina, a intenção é construir uma pista próxima ao Beto Carreiro World, com o objetivo de fomentar o turismo na região. Já os cariocas pretendem usar a força da aproximação da Olimpíada em 2016 para levar a corrida para o novo autódromo que vai substituir Jacarepaguá, recentemente demolido.

Ontem, mesmo sem nenhum piloto brasileiro com chances de ser campeão e com o tempo chuvoso, 69.984 pessoas quase lotaram as dependências do autódromo. No total, foram colocados à venda 75 mil entradas.

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