Hamilton cai para último no grid de Mônaco

O atual campeão de Fórmula 1, Lewis Hamilton, desculpou-se com sua equipe, a McLaren, neste sábado, depois que uma batida durante o treino classificatório o deixou em último lugar no grid de largada do GP de Mônaco e arruinou qualquer esperança de uma vitória pelo segundo ano seguido.

ALAN BALDWIN, REUTERS

23 de maio de 2009 | 16h10

"O que posso dizer? Cometi um erro e bati na parede. Não há muito que eu possa falar", disse o piloto de 24 anos aos repórteres.

"Sinto pelo time, eles fizeram um ótimo trabalho neste final de semana. Parecia que tínhamos uma chance de vencer a corrida, mas essas coisas acontecem e temos de lidar com isso."

Hamilton havia se classificado em 16, mas vai largar em último lugar porque foi preciso trocar a caixa de câmbio de seu carro, o que acarretou na perda de cinco posições como punição. Seu compatriota Jenson Button, o líder da temporada, ficou com a pole posição para a Brawn GP.

O piloto da McLaren atingiu a barreira de pneus ainda na primeira sessão da classificação.

Com alguns destroços na pista, a sessão foi interrompida por um breve momento, enquanto Hamilton não tirou seu inconfundível capacete amarelo --com o número 1 escrito com diamantes em seu topo-- ao fazer caminho de volta ao box da equipe a pé.

DEFESA DO TÍTULO

Depois de um treino livre forte na quinta-feira, Mônaco viu a melhor chance de Hamilton se recuperar e voltar ao pódio depois de um início de temporada horroroso, no qual ele conquistou apenas nove pontos em cinco provas contra 41 de Button.

Questionado se a defesa de seu título estava acabada, Hamilton respondeu: "Não tenho pensado muito nisso. Jenson está no auge e ele é o desafiado. Não estamos brigando pelo título mundial. Estamos lutando para melhorar nosso carro e trabalhando para conseguir o maior número de pontos possíveis como equipe."

"Nunca larguei tão atrás assim em Mônaco, então, será uma nova experiência para mim", acrescentou. "Vou apenas tentar me manter longe de problemas e trazer o carro para 'casa' inteiro."

Martin Whitmarsh, chefe da McLaren, disse que Hamilton poderia ser um candidato à vitória se não fosse o acidente.

"Dava para ver quando ele estava marcando os tempos ao longo do final de semana, que ele seria muito competitivo...," disse ele.

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