Hamilton é pole e coloca pressão sobre o líder Alonso

Piloto da Ferrari obteve apenas o 5º tempo no grid no imprevisível circuito de Cingapura. Massa ficou em 13º

LIVIO ORICCHIO, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2012 | 03h06

Bloco dos mais rápidos nas duas primeiras tomadas de tempo Bloco dos melhores na primeira e dos piores na

segunda tomada de tempo Bloco dos piores na primeira tomada de tempo

A corrida é uma das mais longas do campeonato, quase duas horas, e desde a estreia no calendário da Fórmula 1, em 2008, sempre apresentou surpresas ao longo das suas 61 voltas, sob calor intenso e a eterna possibilidade de chuva. Mas se há dois pilotos que demonstraram estar em melhor condição para lutar pela vitória no GP de Cingapura, hoje, 14.º do Mundial, depois do que apresentaram na classificação, ontem, e nos treinos livres de sexta-feira, são o pole position, Lewis Hamilton, da McLaren, e o terceiro colocado no grid, Sebastian Vettel, da Red Bull.

E como o líder do campeonato, Fernando Alonso, da Ferrari, vai largar apenas em quinto, a disputa pelo título nas seis etapas restantes deve ser ainda mais disputada. Na realidade, os resultados inesperados na única corrida noturna da Fórmula 1 já começaram. Ontem, o venezuelano Pastor Maldonado, da Williams, conseguiu uma volta tão espetacular no fim da classificação que o permitirá hoje largar em segundo. Pena o seu histórico: desde a brilhante vitória em Barcelona Maldonado não marcou um só ponto.

Foi a 24.ª pole de Hamilton desde a estreia na Fórmula 1, em 2007, sempre pela McLaren, a quinta no campeonato e a terceira nas últimas quatro definições do grid, para se ter melhor ideia da extraordinária recuperação do piloto inglês de 27 anos e de sua equipe. "Depois do que vi ontem (sexta-feira) e hoje de manhã, achei que seria difícil lutar pela pole", disse Hamilton. Vettel esteve muito veloz. O que chama a atenção é a enorme diferença imposta pelo piloto da McLaren: 442 milésimos para Maldonado e 543 para Vettel.

Hamilton lembrou o que aprendeu nas quatro vezes que correu no circuito Marina Bay, de 5.073 metros. "Ser o mais rápido te garante menos que em outras pistas que a corrida não será desafiadora." Ele venceu a edição de 2009. Ao menor erro a consequência é tocar o muro diante da falta de áreas de escape. Hamilton raspou o concreto na sua volta mais veloz, ontem, porém sem consequências para a McLaren. Ele soma 142 pontos, vice-líder, e a cada etapa se aproxima de Alonso, com 179.

A expressão de Vettel depois de a Red Bull lhe informar, pelo rádio, que registrara apenas o terceiro tempo dizia tudo sobre seu estado de espírito. "É duro. Não sei por qual razão não conseguimos fazer um tempo melhor, tínhamos potencial para isso", disse. Mas lembrou: "É uma prova cheia de imprevistos, dá para pensar ainda em vitória". O atual bicampeão do mundo não vence desde o GP de Bahrein. Soma 140 pontos, quarto colocado.

Um dos fatores que irá interferir diretamente no andamento do GP de Cingapura é o pneu. A Pirelli levou os do tipo supermacio e macio. "Será a chave da prova", prevê Hamilton.

Alonso era um piloto resignado, ontem, com o quinto lugar. "Devemos estar até contentes em função das nossas dificuldades nessa pista desde o primeiro treino livre", disse. Felipe Massa, da Ferrari, e Bruno Senna, Williams, prosseguiram com suas dificuldades em Cingapura, bem mais que os companheiros de equipe. Massa não foi além do 13.º tempo e Bruno, o 17.º, depois de bater no muro. Como a Williams terá de substituir o câmbio, na realidade Bruno sai em 22.º.

"Meu pneu supermacio não dura uma volta, chega no último setor e a aderência do carro já não é a mesma", explicou Massa. Já Bruno vinha numa volta muito boa, ontem, quando bateu. "Uma pena, estamos rápidos aqui. Mas a estratégia contará muito nessa prova e dá para pensar ainda em marcar pontos." O GP começa às 9 horas, no horário de Brasília, com transmissão ao vivo pela TV Globo.

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