Hamilton está vivo na luta pelo título da F-1

Piloto inglês domina GP da Hungria e ainda tem chance de brigar para ser campeão; McLaren mostra força

LIVIO ORICCHIO , ENVIADO ESPECIAL / BUDAPESTE, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 03h04

Lewis Hamilton tem motivos de sobra para celebrar "como um jovem na faixa dos 20 anos" a vitória de ontem no GP da Hungria, depois de forte pressão dos pilotos da Lotus, Kimi Raikkonen, no fim, e Romain Grosjean, segundo e terceiro colocados em Budapeste. O primeiro: venceu mesmo estando separado da namorada, a cantora pop Nicole Scherzinger - no ano passado, quando também não estavam juntos, Hamilton disputou sua pior temporada. Outra razão: a McLaren confirmou a grande evolução apresentada na etapa anterior, na Alemanha.

Apesar de ainda estar distante 47 pontos (164 a 117), do líder do Mundial, Fernando Alonso, da Ferrari, quinto ontem, Hamilton afirmou: "O campeonato está aberto. Não tirei muitos pontos de Fernando, mas se continuarmos com esse desempenho chegamos lá". A conquista veio na melhor hora, comentou o piloto inglês de 27 anos. "Vínhamos de uma fase difícil." Nos GPs da Europa, em Valência, Grã-Bretanha e Alemanha Hamilton havia somado apenas 4 pontos.

"Estivemos sempre muito rápidos nessa pista que eu adoro. Mas manter atrás de mim Romain e depois Kimi, tendo de preservar os pneus, foi bastante difícil", comentou. Hamilton ganhou a corrida no circuito de Hungaroring em duas outras ocasiões, em 2007 e 2009. Lembrou que "era importante entrar de férias em alta''. A próxima etapa do calendário, 12.ª, será apenas no dia 2 de setembro, na Bélgica.

Nesse período é provável que Hamilton intensifique o envio de flores à namorada na tentativa de reconquistá-la. Dias depois da corrida de Silverstone, dia 8, os tabloides sensacionalistas ingleses publicaram fotos comprometedoras do piloto em uma festa, levando Nicole a se distanciar. Mas, ao menos pelo que apresentou ontem, Hamilton não se desestruturou emocionalmente, como no ano passado, quando por outros motivos Nicole se separou.

"Esse resultado é uma resposta a muitas coisas que falam por aí. Estou 100% focado este ano, nunca estive tão comprometido com a minha profissão, ao contrário do que dizem. Ainda estou na faixa dos 20 anos e desejo aproveitar a vida", disse.

Raikkonen em forma. Stefano Domenicali pensou em ter Kimi Raikkonen de volta à Ferrari. E o trabalho do finlandês deve ter feito com ele refletisse com mais seriedade sobre a questão. Kimi largou em quinto, caiu para sexto, ao ser ultrapassado por Alonso, mas impôs um ritmo tão impressionante a suas longas séries de voltas que o permitiu ganhar, ainda que na estratégia correta e nas operações de pit stop, as posições de Alonso, Sebastian Vettel, da Red Bull - quarto colocado no final -, Jenson Button, McLaren, e Grosjean.

Mais: chegou a ficar a oito décimos de segundo do líder, Hamilton. "Infelizmente, não tive nenhuma chance de tentar a ultrapassagem", afirmou o finlandês. "A vitória hoje (ontem) de novo era possível, mas 2.º e 3.º foi um bom resultado para a Lotus."

Já o líder Alonso riu, literalmente, na conversa com os jornalistas após a prova. Solicitaram que comentasse o quinto lugar; afinal, vinha de três pódios seguidos. "Em Valência, fiquei fora do Q3 na classificação e saí de lá na liderança", falou. "Achei que em Silverstone (etapa seguinte) eu a perderia, mas continuei em primeiro. Depois veio a Alemanha, pensei o mesmo e de novo ampliei minha vantagem." O espanhol completa o raciocínio: "Aqui na Hungria aconteceu a mesma coisa. Portanto, se continuar assim ficaremos felizes."

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