Hamilton vai atuar sob pressão na Hungria

O jovem inglês, campeão do mundo de 2008, tem consciência de que precisa conseguir bem mais que os quatro pontos somados nas últimas três provas do calendário.

LIVIO ORICCHIO, ENVIADO ESPECIAL / BUDAPESTE, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h06

Não daria para dizer que Lewis Hamilton, da McLaren, estará fora da luta pelo título se não somar importantes pontos no GP da Hungria, no domingo. Mas outro resultado ruim o deixará com poucas possibilidades de se inserir na disputa com Fernando Alonso, Ferrari, Mark Webber e Sebastian Vettel, ambos da Red Bull, os primeiros no Mundial.

O jovem inglês, campeão do mundo de 2008, tem consciência de que precisa conseguir bem mais que os quatro pontos somados nas últimas três provas do calendário. "Há boas razões para me sentir confiante. A versão do carro que estreamos (no GP da Alemanha) parece apresentar o desempenho que prevíamos." Jenson Button, seu companheiro, desafiou o líder Alonso nas voltas finais em Hockenheim.

Quando a Fórmula 1 deixou Montreal, dia 10 de junho, Hamilton liderava o Mundial. Agora, ocupa apenas a quinta colocação, com 92 pontos, diante de 154 do espanhol. É uma diferença considerável, 62 pontos, uma vez que os pilotos recebem 25 por vitória. Se Alonso ampliar a vantagem domingo, Hamilton dependerá de classificar-se com regularidade no pódio. Possível? Sim. Provável? Não.

"Sinto que a próxima corrida será o momento da virada de nossa equipe", afirma o britânico. "Temos agora o ritmo que precisávamos, nossas estratégias têm sido eficientes e os pit stops, apesar de alguns problemas no começo do ano, são agora os mais velozes."

Hamilton não obteve melhor resultado em Hockenheim porque foi obrigado a realizar um pit stop ao final da segunda volta, para substituir um pneu furado. Como mesmo andando muito rápido estava fora dos dez que marcam pontos, a equipe o chamou para os boxes, alegando quebra do câmbio. É um recurso comum na categoria: abandonar a prova para ter o direito de troca o câmbio sem perder cinco colocações no grid.

A velocidade da nova versão do modelo MP4/27 da McLaren, lembrada agora por Hamilton, é tal que Button recebeu a bandeirada na Alemanha seis segundos atrás de Alonso, diferença bem menor do que registrada em etapas anteriores. Nas seis corridas antes de Hockenheim, o inglês campeão do mundo de 2009 havia somado apenas sete pontos.

Se para Hamilton é imperioso reagir domingo, para Button a situação é bem pior. É apenas o sétimo na classificação, com 68 pontos - 86 atrás de Alonso. "Não sei o como vou estar nas provas finais, o que é certo é que vou me divertir bastante daqui para a frente com esse carro, muito rápido", disse Button.

Os treinos livres do GP da Hungria começam amanhã. Faz calor em Budapeste e a previsão é de chuva para amanhã e domingo. A classificação, sábado, deverá disputada em pista seca.

Piloto da McLaren sabe que suas chances de

título diminuirão se não conseguir somar muitos pontos em Hungaroring

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