Handebol apresenta o novo treinador

Na caminhada rumo aos Jogos Olímpicos de Pequim/2008, a seleção brasileira masculina de handebol será comandada pelo espanhol Jordi Ribera, que foi apresentado nesta quinta-feira, em São Paulo. A seleção feminina, um pouco mais avançada nos treinamentos para a próxima Olimpíada, já trabalha com Juan Olivér, também espanhol, desde maio. A ?dobradinha? espanhola é um projeto bastante ambicioso da Confederação Brasileira da modalidade, a CBHb, que pagará os dois treinadores com a ajuda do Programa Solidariedade Olímpica, do Comitê Olímpico Internacional, próximo dos US$ 100 mil por ano (cerca de R$ 230 mil). Além disso, a modalidade conta com outros R$ 2,2 milhões da Petrobras e R$ 1,7 milhão da Lei Piva. ?No Brasil, nenhum jogador ou integrante da comissão técnica nunca ganhou um centavo para representar as seleções. Neste caso, em que estamos dando um ?passo de gigante?, vamos contar com a ajuda do programa Solidariedade Olímpica. Essa é a hora de darmos um ?upgrade? na modalidade?, afirma Manoel Luiz Oliveira, presidente da CBHb. ?Certamente, o Jordi ganhará menos do que se trabalhasse na seleção espanhola, mas a possibilidade de ser o técnico em uma Olimpíada o motivou muito?. Segundo o dirigente, ganhar os Jogos Pan-Americanos em 2007, no Rio, é uma obrigação. ?É ganhar ou ganhar, é uma questão de sobrevivência. No último Pan, em Santo Domingo, fomos a única modalidade a conquistar o ouro tanto no feminino quanto no masculino. Vencer em casa e garantir a classificação para Pequim é uma obrigação?, ressalta. A pressão não abala o espanhol, que nunca comandou uma equipe adulta e antes era o treinador da seleção júnior argentina. ?Me sinto capacitado para o novo desafio. Precisava disso para a minha formação. Foi por isso que aceitei ser o técnico da seleção brasileira?. A Espanha vive um bom momento: é a atual campeã mundial e foi a sétima nos Jogos de Atenas/2004. Além disso, o Barcelona é o atual campeão mundial de clubes. A seleção brasileira mostra um desenvolvimento um pouco mais lento: no Pan de 2003, pela primeira vez, conquistou a vaga olímpica por seus méritos ? ficou fora de Sydney/2000 e disputou Atlanta/96 e Barcelona/92 porque os cubanos, donos da vaga olímpica, não puderam participar do torneio. Nos últimos dois Mundiais, em Portugal/2003 e Tunísia/2005, os brasileiros ficaram em 22.º e 19.º, respectivamente. Jordi comparou o handebol espanhol com o alemão, considerado o mais forte e tradicional do mundo. ?Os alemães têm uma estrutura muito maior, mas dentro da quadra, ultimamente, são os espanhóis que estão vencendo as competições. Faz uns 10 anos que a modalidade começou a ganhar mais força na Espanha, onde os principais esportes são futebol, basquete, ciclismo e agora a Fórmula 1, por causa do Fernando Alonso?.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2005 | 16h18

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