Handebol reelege presidente, mas resultado de eleição não será homologado

Convênios de confederação com Ministério do Esporte são alvo de questionamento do TCU

Estadão Conteúdo

01 Fevereiro 2017 | 21h02

Presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) desde 1989, o sergipano Manoel Luiz Oliveira foi eleito nesta quarta-feira para mais um mandato, que obrigatoriamente será seu último, até 2020. Ele já foi empossado, mas o resultado da eleição não foi homologado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da modalidade.

A CBHb vive uma crise em sua imagem desde que se tornaram públicas auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em convênios com o Ministério do Esporte, apontando diversas irregularidades. E, como Oliveira está no comando da CBHb desde a década de 1980, todas envolvem ele diretamente.

Na eleição desta quarta, uma chapa de oposição foi inscrita, liderada por Fabiano Lima Cavalcante, da federação do Ceará. Como há pesos diferentes para os votos de federações e de comissões, Oliveira teve 98 pontos, contra 36 de seu adversário.

A chapa Participa Handebol chegou a tentar barrar a candidatura de Oliveira. Na terça-feira, na véspera da eleição, o STJD negou o pedido, mas apontou que os fatos apresentados são graves e "caso comprovados e aceitos, poderão, em tese, gerar a inelegibilidade do candidato da chapa impugnada". O STJD preferiu deferir o pedido de liminar, mas determinar que não seja homologado o resultado da eleição "até decisão final do procedimento arbitral".

Até lá, porém, Oliveira segue no cargo. "O nosso objetivo é fazer a continuação do processo da governança corporativa, com gestões ampliadas e compartilhadas, desenvolvimento dos acampamentos, seguir trabalhando em nosso Centro de Desenvolvimento, proporcionar o maior crescimento da Liga Nacional e dos campeonatos nacionais. Como meta, queremos ocupar a melhor quantidade de pódios possíveis e estar entre os dez melhores países do mundo", afirmou o presidente.

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