Havaiana de 18 anos confirma favoritismo e vence etapa do Rio

Norte-americana supera australiana na prova final, deixando a brasileira Silva Lima, que reclamou dos juízes, em terceiro

Bruno Lousada / RIO, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2011 | 00h00

Carissa Moore é um fenômeno do surfe. Aos 18 anos, desponta como favorita para faturar o título do Circuito Mundial. Ontem, a havaiana superou a australiana Sally Fitzgibbons e conquistou a etapa no Rio. Sua campanha, realmente, impressiona. Até o momento, participou de todas as cinco finais da atual edição da competição, venceu três e só restam duas para soltar o grito de campeã.

"Estou feliz, muito feliz mesmo. Tentei não colocar pressão em mim e acho que consegui", disse Carissa, com sorriso de orelha à orelha. A vitória no Rio lhe rendeu um prêmio de 25 mil dólares (cerca de R$ 40 mil). A jovem havaiana lidera o ranking geral, à frente de Sally, em segundo. "Nossa rivalidade é amiga", brincou.

Ao deixar o mar, com o troféu garantido, Carissa recebeu muitos cumprimentos e aplausos tímidos de quem estava na areia. Na verdade, o público queria ver a brasileira Silvana Lima no alto do pódio, mas ela ficou em terceiro. Foi eliminada justamente pela campeã, a quem acusou de ser favorecida pelos "juízes".

"Ela dá uma manobra e já ganha 6,50. Desde o início do ano os juízes estão querendo fazer dela campeã mundial", declarou Silvana, que torceu por vitória de Sally na final de ontem.

Falta de sorte. A surfista brasileira "culpou" a natureza pelo tropeço. "Faltaram (boas) ondas. No surfe, você precisa de sorte, pois depende da natureza. Acontece. Agora é levantar a cabeça."

Ela ficou emocionada com o apoio da torcida, que lhe incentivou o tempo inteiro. "Sei que muitas pessoas estavam roendo a unha, mas Netuno e Iemanjá não quiseram mandar onda", lamentou.

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