Hegemonia em verde-amarelo

Seleção brasileira cumpre campanha irretocável em Tóquio e volta para casa com o oitavo título do Grand Prix

Valéria Zukeran e Mônica Nóbrega, O Estadao de S.Paulo

24 de agosto de 2009 | 00h00

Foi um dia de comemoração tripla. Depois de um jogo difícil, contra um Japão que mostrou, em vários momentos, capacidade superior de concentração, a seleção brasileira feminina de vôlei levantou pela oitava vez a taça do Grand Prix, ontem, em Tóquio. As brasileiras venceram por 3 sets a 1, com parciais de 25/21, 25/27, 25/19 e 25/19. Mas viveram momentos de tensão até o terceiro set e chegaram a ficar quatro pontos atrás do time da casa.O octocampeonato veio exatamente um ano após a equipe do técnico José Roberto Guimarães conquistar o primeiro ouro olímpico, em Pequim. A terceira celebração foi pelo aniversário de 26 anos da ponta Mari, que, antes de deixar o Ginásio Metropolitano de Tóquio, ouviu Parabéns a Você, em inglês, de um grupo de fãs. O resultado coroou uma campanha com 100% de aproveitamento. As brasileiras venceram as 14 partidas disputadas. Ontem, entraram em quadra com larga folga na média de pontos, principal critério de desempate. A seleção só correria risco de perder o título para as russas, que venceram a Holanda por 3 sets a 0, caso sofresse uma derrota por muitos pontos para o Japão.Apesar da vantagem, o grupo estava sob pressão. A equipe já tinha, antes de mais nada, um grande desafio: com o time renovado, manter o alto nível do vôlei feminino brasileiro. E fazer jus ao currículo de sete troféus do Grand Prix, do ouro olímpico de 2008 e de três outros títulos conquistados este ano: o Montreux Volley Masters, na Suíça; a Copa Pan-Americana, em Miami, nos Estados Unidos; e o Torneio Classificatório para o Mundial de 2010. Mas o grupo teve pela frente outros adversários, como a falta de organização da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e, por consequência, o cansaço acentuado por um evento cuja fase final previa jogos diários para todas as equipes. "A gente sentiu bastante o excesso de viagens. Viemos do Brasil diretamente para a Ásia e já chegamos jogando, o que fez com que sentíssemos um pouquinho, mas superamos", disse a ponta Sassá. "Talvez o cansaço tenha feito com que a gente tenha tido momentos bons e outros nos quais oscilamos um pouco."No jogo de ontem, Sassá teve atuação importante no fim do primeiro set, ao melhorar a qualidade do saque brasileiro quando o time estava quatro pontos atrás no placar. "Acho que uma característica positiva nossa é que, nos momentos difíceis, sempre pudemos contar uma com a outra para reverter a situação. Acho que essa é a nossa característica mais forte", analisou a jogadora. Na quarta parcial, Sassá foi responsável pelo ponto que deu a vitória às brasileiras.

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