Alexandre Arruda/CBV - 19/5/2011
Alexandre Arruda/CBV - 19/5/2011

Hegemônico, Brasil revê seu único empecilho

EUA, que desafiaram a superioridade do país nos últimos anos, estão na rota do time de Bernardinho na Liga Mundial

RAFAEL VERGUEIRO, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - O vôlei brasileiro se tornou tão vencedor nos últimos anos que é até difícil encontrar novos desafios. Mas um rival certamente ainda está entalado na garganta do técnico Bernardinho e seus comandados: os Estados Unidos.

E na Liga Mundial, que começa nesta sexta-feira - a seleção estreia contra Porto Rico em San Juan, às 21h30 (de Brasília)-, o Brasil terá os norte-americanos pela frente logo na primeira fase.

Desde 2001, a hegemonia brasileira nas três competições mais importantes do vôlei (Jogos Olímpicos, Mundial e Liga Mundial) só foi quebrada três vezes, duas pelos EUA e uma pela Rússia. Neste período, o Brasil só perdeu a Liga Mundial 2002 para os russos e foi superado pelos Estados Unidos na mesma competição e nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

Na ocasião, o oposto Stanley destruiu a defesa brasileira. E ele está de volta, entre os jogadores inscritos na Liga Mundial. Em boa fase, foi eleito o melhor jogador norte-americano no ano passado.

O primeiro dos quatro confrontos entre as duas equipes pelo torneio está marcado para o próximo dia 11, em Belo Horizonte.

"Os Estados Unidos são uma pedra no sapato porque sempre jogam bem, têm aplicação tática melhor do que a dos outros e, nesta Liga Mundial, vão trazer vários jogadores da nova geração", diz o central Gustavo, que voltará a atuar pela seleção após três anos, desde a última Olimpíada.

Veteranos. Além de Gustavo, o Brasil terá o retorno do líbero Serginho, que não joga no time de Bernardinho desde 2009 - ficou afastado devido a um problema nas costas.

Mesmo após ser campeão da última Superliga pelo Sesi-SP, ele admite que teve um pouco de receio de voltar à seleção. "Após a cirurgia, não sabia como iria reagir ao ritmo de treinamentos da seleção, que é muito intenso. Mas tudo correu bem e estou muito feliz. O grupo segue vitorioso e com a mesma mentalidade", garante Serginho.

Além dos dois, o Brasil terá outros veteranos na Liga, como Giba, Rodrigão e Dante. E o processo de renovação iniciado por Bernardinho em 2008 está consolidado - hoje, Leandro Vissoto, Lucas e Bruninho são titulares.

Já Murilo, o melhor atleta brasileiro de 2010, está fora da estreia, já que deixou o grupo para ficar ao lado da esposa Jaqueline, que perdeu o bebê no início da semana. Será substituído por João Paulo Bravo.

Depois do jogo desta sexta à noite, o Brasil volta a jogar no sábado, novamente às 21h30, contra Porto Rico em San Juan.

O Brasil é o maior campeão da história da Liga Mundial, com nove títulos (oito conquistados nas últimas dez edições), contra oito da Itália e um de Rússia, Cuba, Holanda e Estados Unidos. Colaborou BRUNO LOUSADA.

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