Helsinque: o templo do atletismo

A 10ª edição do Mundial de Atletismo começa neste sábado, em Helsinque, Finlândia, um país com tradição em receber competições da modalidade - e com uma atração extra: o Estádio Olímpico. O mesmo local recebeu a Olimpíada de 1952, a primeira edição do Mundial, em 1983, e dois campeonatos europeus, em 1971 e 1994. Os finlandeses acreditam que tem atmosfera especial por causa da proximidade do público com os atletas.A estátua do finlandês Paavo Nurmi, dono de nove títulos olímpicos e de 32 recordes mundiais, dos 1.500 m aos 10 mil m, nos anos 20, incluída no tour das atrações olímpicas, convida o público.O estádio começou a ser construído em 1934, ficou pronto em 1938, passou por muitas reformas e uma modernização completa entre 1990 e 1994. Em 52, tinha 70 mil lugares. Atualmente, após as renovações, tem 40 mil. Para este Mundial, o piso da pista foi mudado - é comparado ao do Estádio Olímpico de Atenas, muito rápido, onde o jamaicano Asafa Powell bateu o recorde mundial dos 100 m (9s77). O estádio também ganhou novo sistema de som. Mas as salas de conferência, para onde vão os medalhistas de cada prova, foram montadas em tendas, em área contígua (não há espaço interno suficiente).Embora muito distante do Brasil, Helsinque, a cidade mais populosa da República da Finlândia (com 560 mil pessoas), guarda no Museu de Esportes, anexo ao Estádio Olímpico, recordações de um brasileiro ilustre, o da Silva, como define o motorista finlandês Kappo - tem um daqueles sobrenomes enormes, como são as palavras da língua eslava, cheias de tremas nos as e os."Ah, o da Silva, sei. Ele está no museu", comenta Kappo, sobre as fotos do triplista brasileiro, que ganhou a primeira medalha de ouro olímpica numa época ainda não comercial. Agora, as medalhas e os recordes valem prêmios em dinheiro, patrocínios milionários e a imagem na TV em todo o mundo.Jadel Gregório disse que ficou impressionado com a paixão do povo finlandes pelo atletismo. A caçula velocista Franciela Krasucki, de 17 anos, também - viu crianças, bem pequenas, arremessando e lançando, no moderno Centro de Treinamento de Kourtanne, onde o Brasil fez a preparação final.Nada mais justo que essa cidade recebesse o Mundial, que é realizado a cada dois anos - a próxima edição será em 2007, em Osaka, Japão. E no verão finlandês, nem um pouco parecido com o do Brasil. Um sol, até ardido, pode aparecer de dia, mas de noite e pela manhã, apesar de escurecer por voltas das 21 horas, a temperatura varia muito, entre 15 e 21 graus.

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