Hernanes: chapéu para homenagear Pernambuco

Volante são-paulino fecha o ano em alta e brilha em eleições da revista Placar e da CBF

AP, O Estadao de S.Paulo

09 de dezembro de 2008 | 00h00

Com um chapéu preto, combinando com a cor do terno, e dando um visual completamente novo ao bem comportado garoto são-paulino, o volante Hernanes viveu momento de glória ontem. O dia perfeito começou pela manhã, quando recebeu a Bola de Prata da revista Placar, e continuou à noite, com a premiação de melhor jogador do Brasileiro, entregue pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O chapéu foi homenagem à sua infância no interior de Pernambuco."É para relembrar minhas origens, em Pernambuco. Não foi um período fácil, mas nunca faltou comida em casa. Também nunca faltou uma bola. Por isso, estou aqui hoje", disse o jovem de 23 anos.Sobre o futuro Hernanes garante que ainda não é hora de falar, embora cresçam os rumores de que possa se transferir para a Europa. "Só quero pensar nas minhas férias em Pernambuco. Em janeiro vou me reapresentar no São Paulo."Embora empolgado com tanta premiação e elogios, o volante garantiu não se deixar contagiar. "Tenho consciência do que realizei e do que posso realizar no futebol, mas não teria a presunção de dizer que sou o melhor do País. Acho que nem estou gabaritado para fazer esse tipo de avaliação." Quanto à campanha do São Paulo no Brasileiro, repetiu o ques outros jogadores já haviam comentado na véspera. "No início do segundo turno, com 11 pontos de diferença a favor do Grêmio, confesso que achei que o ano tinha ido embora, mas não deixei de lutar. Nem eu e nem o time. Por isso, chegamos aqui neste momento tão especial", disse, escondendo o sorriso maroto sob o chapéu estrategicamente escolhido para a situação.

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