Hernanes pede desculpas por expulsão

Volante se reúne com os colegas e o técnico Mano Menezes para reconhecer erro contra a França

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2011 | 00h00

Hernanes pediu desculpas ao técnico Mano Menezes e aos colegas de seleção por sua expulsão no primeiro tempo do jogo contra a França, que acabou promovendo uma reviravolta na partida e mais uma derrota da seleção contra o time europeu.

Na quarta-feira, o Brasil foi derrotado por 1 a 0 pelos franceses, no Stade de France, depois de ter perdido o volante, expulso por causa de entrada violenta em Benzema. Os jogadores brasileiros criticaram a decisão do árbitro. Mas Mano disse que a expulsão foi justa. E realmente foi.

O Brasil, que vinha controlando a partida, perdeu o domínio e a iniciativa das jogadas. A derrota, assim, só não ocorreu por placar mais elevado por causa da ótima atuação do goleiro Julio Cesar, de volta à equipe pela primeira vez desde a Copa da África.

Para a imprensa, Hernanes culpou o juiz. Mas, internamente, seu comportamento foi diferente. Ainda no vestiário, o jogador se desculpou por ter prejudicado o desempenho da seleção. O pedido de desculpas foi aceito.

Mano desaprovou a atitude do ex-são-paulino e lhe pediu que tenha mais cuidado em campo. Na Copa de 2010, a eliminação do Brasil nas quartas de final foi marcada por um time que perdeu a cabeça no jogo contra a Holanda e deixou os adversários europeus virarem no segundo tempo. Na quarta-feira, o astro francês Zinedine Zidane destacou a falta de estabilidade emocional dos jogadores brasileiros como um dos pontos mais fracos. "É preciso provocá-los", afirmou, referindo-se às estratégias para derrotar o Brasil, freguês da França nos últimos anos.

Preparação. Mano quer agora usar os próximos amistosos em março e maio para preparar um grupo para a Copa América. Espera ter Ganso de volta ao meio- campo para garantir uma seleção de mais qualidade na armação. "Estamos procurando um armador." O retorno de Kaká ainda não tem data para ocorrer. "O próprio Kaká indicou que precisa ainda de um tempo", admitiu o médico da seleção, José Luiz Runco, lembrando que o jogador ficou seis meses parado.

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