Herói apesar de paralisia, Falcão vê jogo 'eternizado'

Falcão mostrou nesta quarta-feira porque é considerado um dos principais jogadores da história do futsal na vitória da seleção brasileira por 3 a 2 sobre a Argentina, de virada - após estar perdendo por 2 a 0 -, na prorrogação, pelas quartas de final do Mundial da Tailândia.

AE, Agência Estado

14 de novembro de 2012 | 09h46

Mesmo ainda longe de suas melhores condições físicas, já que se recuperou recentemente de uma lesão na panturrilha, e tendo que superar uma paralisia por estresse no lado direito do rosto, o ala saiu do banco para marcar dois gols e colocar a equipe nas semifinais do torneio.

Emocionado, Falcão admitiu a dificuldade em atuar com a paralisia e disse, em entrevista ao SporTV, que esta partida ficará "eternizada". "Tem histórias que são eternizadas e hoje (quarta-feira) foi um dia desses. A paralisia facial atrapalha, não consigo enxergar direito, teve a historia do jogo... Então são coisas que não têm explicação. Quero agradecer a Deus por estar aqui jogando e por poder ajudar meus companheiros."

Apesar de não esconder a emoção, Falcão se controlou, lembrou das falhas da seleção, que fizeram com que a Argentina abrisse 2 a 0, e que ainda serão necessárias duas vitórias para a conquista do título. Na semifinal, o adversário será o vencedor do confronto entre Colômbia e Ucrânia.

"Não tem nada ganho, ainda precisamos pensar nos próximos confrontos, mas uma vitória dessas fortalece. Tivemos que buscar o jogo, o que ainda não tinha acontecido. Tivemos paciência, soubemos nos portar. É mais uma etapa de uma equipe campeã, então é um jogo que vai ficar para a história", afirmou.

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