Herrera aparece. Mas só para limpar os armários

O argentino Herrera esteve ontem no Parque São Jorge. Mas apenas pela manhã, a fim de evitar contato com os companheiros e a imprensa. O jogador foi buscar suas coisas e acertar a venda de seu carro. O clima era de despedida, já que foi informado de que seus direitos não serão comprados. "Porém, ainda não desistimos do jogador. Apenas não temos como pagar os US$ 2,4 milhões (aproximadamente R$ 5,6 milhões) pedidos pelo Gimnasia y Esgrima", afirmou Mário Gobbi, vice-presidente de futebol.O dirigente lamentou não poder ter conversado com o atleta. "Gostaria de falar com ele. Quando fiquei sabendo que estava aqui, vim correndo, mas cheguei tarde", disse. "Ele está nos nossos planos, nunca deixou de estar, mas só podemos seguir com ele por empréstimo."O Corinthians fez nova proposta de reempréstimo. Ofereceu US$ 400 mil (cerca de R$ 950 mil) por contrato de mais um ano. "E ele viria com passe fixado em US$ 2 milhões (R$ 4,7 milhões). Mas não recebemos a resposta. E entendemos, eles querem a venda em definitivo", comentou Gobbi. De acordo com o dirigente, tudo já estava certo em outubro, quando o dólar custava R$ 1,90. A crise mundial acabou afetando os planos. "Com o jogador tudo estava acordado. Tivemos de sentar e renegociar o que já estava acertado com o clube. Só que o Gimnasia só aceita vender na cotação do dia. E nada de 10, 20 ou 50%. Querem 100%."

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