Herrera coloca Corinthians no G4

Argentino marca gol de letra no triunfo por 1 a 0 sobre a Lusa. Hoje, time torce contra o São Paulo e o Noroeste

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2008 | 00h00

O Corinthians dormiu no tão sonhado G4 do Campeonato Paulista. Com a magra vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa, no vazio Morumbi, ontem à noite (8.895 pagantes), a equipe assumiu, pelo menos até hoje, a quarta posição do Estadual. Permanecerá nela caso São Paulo e Noroeste não vençam seus jogos hoje.Mano Menezes havia prometido um futebol ousado para o duelo com a Lusa, a quem o time não vencia desde 2002. Estava irritado com tantos empates - cinco em nove rodadas. Mas não abriu mão de um esquema defensivo. Entrou com o volante Carlos Alberto na vaga do zagueiro Carlão. "Ele se movimenta mais na frente, tem mais força para atacar", disse.Na realidade, uma contusão acabou obrigando-o a colocar atleta com características mais ofensivas. Com três minutos, Alessandro sentiu lesão muscular na coxa esquerda e, sem opções para a ala, Mano acabou optando pelo meia Éverton Ribeiro.A substituição demorou a surtir efeito. E a Lusa dominou os primeiros 15 minutos. Felipe salvou o time em chute forte de Carlos Alberto.O susto acordou o Corinthians. Dentinho perdeu chance incrível. "Tentei tocar para o Herrera e peguei forte na bola", justificou. O argentino, ainda sem marcar no Paulista, lhe deu enorme bronca na hora do lance.O gringo queria, a todo custo, desencantar diante da torcida corintiana. E conseguiu aos 39 minutos. Chicão bateu cruzado e Herrera, de letra, abriu o placar. Sem querer? "Não, a bola veio rápida e consegui acertar a letra. Estou muito contente", disse.O argentino só não poderia imaginar que seria expulso com menos de 15 minutos da fase final. Segurou Claudecir e, como já tinha amarelo, acabou prejudicando o time. Até então, a Lusa não ameaçava a melhor defesa da competição - seis gols sofridos, como o Noroeste. Felipe, mesmo com dores no ombro direito, assistia à partida.Herrera só não passou de herói a vilão pela garra imposta por seus companheiros. Os 10 guerreiros em campo suportaram a pressão até o fim, ora cortando com habilidade, ora apelando para o tradicional ?bola pro mato que o jogo é de campeonato?, ora com milagres de Felipe, que passou a ser exigido, como sempre, e se destacou.Agora, o Corinthians visita a líder Ponte Preta, domingo. Uma prova de fogo.

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