Hipismo do Brasil termina dia em último lugar no CCE

Melhor cavaleiro do país na classificação individual, Ruy Fonseca, ocupa apenas a 46.ª posição

AE, Agência Estado

29 de julho de 2012 | 12h49

O desfalque de um conjunto custou caro ao hipismo do Brasil na primeira etapa do Concurso Completo de Equitação (CCE), encerrada neste domingo, em Londres. Após o fim das disputas do adestramento, nas quais costuma ter o seu pior desempenho, o time brasileiro é o último colocado na competição por equipes. E o melhor cavaleiro do país na classificação individual, Ruy Fonseca, ocupa apenas a 46ª posição.

Com o corte de Renan Guerreiro, pela lesão do cavalo Kenny, e como os três conjuntos reservas não podem competir em Londres (dois por doping do cavaleiro, outro porque o animal se recupera de cirurgia), o Brasil foi com um conjunto a menos para o CCE na Olimpíada. E, com isso, perdeu um de seus dois descartes na prova por equipes.

Desta forma, só não contou para o resultado por equipes o desempenho do veterano Serguei Fofanoff, de 43 anos, que teve 72.00 pontos perdidos no adestramento montando Barbara. Ele terminou como segundo pior dentre 74 competidores da Olimpíada.

Todos os cavaleiros brasileiros ficaram na metade de baixo da classificação individual. Ruy Fonseca (montando Tom Bombadill Too) foi o 47º, com 53.90 pontos perdidos, Marcelo Tosi (Eleda All Black) terminou em 57º, com 58.00, e Marcio Jorge (Josephine) ficou uma posição abaixo, com 58.50 pontos perdidos.

O melhor no adestramento foi o conjunto do japonês Yoshiaki Oiwa, montando Noonday de Conde, que teve apenas 38.10 pontos perdidos. A britânica Zara Phillips, neta da rainha Elizabeth II, decepcionou, terminou em 23.º lugar e sua pontuação foi descartada pelo time da casa.

Por equipes, a liderança é da Alemanha, que tem 119.10 pontos perdidos, três a menos do que a segunda colocada Austrália. A Grã-Bretanha aparece em terceiro. O Brasil, no 13.º e último lugar, soma 170.40 pontos perdidos, 15.9 a mais do que a Holanda, que está em antepenúltimo.

O CCE segue nesta segunda-feira, com a disputa do cross-country. Um dia depois acontecem as provas de salto, com a definição dos medalhistas no individual e por equipes. O Brasil tem como meta colocar seu time entre os seis primeiros colocados.

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