Wilton Junior/Estadão - 31/5/2007
Wilton Junior/Estadão - 31/5/2007

Hipismo vai receber apoio de R$ 6,49 milhões do Ministério do Esporte

Dinheiro deverá ser usado na preparação de atletas para a Olimpíada de 2016

Valéria Zukeran, Estadão.com.br

19 de março de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - O hipismo, único esporte com medalha de ouro olímpica para o Brasil que não tem apoio de estatal, vai ganhar um incentivo extra por parte do Ministério do Esporte. Hoje à tarde, em São Paulo, o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), Luiz Roberto Giugni, e o secretário de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, anunciam o maior plano de investimentos da história no valor de R$ 6,494 milhões (salto R$ 1.659.294,32; adestramento R$ 2.993.569,70 e CCE R$1.842.013,74) até os Jogos do Rio, em 2016.

Os recursos deverão ser utilizados para contratação de técnicos e equipes multidisciplinares, realização de clínicas com treinadores estrangeiros, ajuda de custo aos atletas, participação em provas internacionais e fortalecimento dos torneios nacionais. Também subsidiarão a formação dos conjuntos (cavaleiro e cavalo), incluindo seleções de base.

Segundo Leyser, esse projeto foi entregue pela CBH ao Ministério em agosto do ano passado, antes da divulgação do Plano Brasil Medalhas, e um dos motivos pelos quais a entidade vai ser uma das primeiras a receber tal tipo de investimento é o fato de não contar, como outros esportes, com o apoio financeiro de empresas estatais.  A contrapartida terá de vir em forma de resultados. “A ideia é que o hipismo consiga até 2016, os melhores resultados de sua história, ou seja, supere suas melhores marcas nos eventos nos quais vai competir o que não significará medalhas em todas as modalidades.”

Segundo Giugni, o Betão, o dinheiro será utilizado para a profissionalização da gestão da CBH, a criação de comissões técnicas permanentes e apoio aos atletas em atividade no País. “Os brasileiros que atuam no exterior receberão o dinheiro do Plano Brasil Medalhas”, explica. Ele diz não saber exatamente porque o adestramento receberá mais dinheiro. “Mas acredito que seja porque outras deverão contar também com outras formas de apoio.”

Nos saltos foi formado um grupo de oito cavaleiros os quais receberão ajuda para treinar e competir. “Não será uma equipe permanente porque os integrantes serão avaliados a cada quatro meses e poderão ser substituídos”, diz Giugni.  O grupo inicial será composto por Francisco Musa, Artemus Almeida, César Almeida, Vitor Alves Teixeira, José Roberto Reynoso Fernandez Filho, Pedro Muylaert, Fábio Leivas e Yuri Mansur.

Segundo o dirigente, em algum ponto, futuramente, esse grupo vai para a Europa, onde se juntará aos brasileiros que moram e competem no continente para a preparação para os Jogos do Rio.

CAVALOS

Giugni também mostrou preocupação com a melhoria da qualidade das montarias do hipismo nacional. Ele afirma que a CBH não vai comprar cavalos. Segundo ele, é financeiramente inviável fazer o mesmo que equipes, como a da Arábia Saudita, que procuram comprar os melhores animais, mas será possível fazer convênios com proprietários no Brasil (já há contato com a Associação Brasileira de Cavalos de Hipismo) e no Exterior que possam fornecer bons exemplares para os principais cavaleiros nacionais. Eventualmente, se algum conjunto se destacar, o cavalo poderá ser ‘alugado’ para participar de eventos. “Acredito que assim poderemos ter uma boa base gastando menos.”

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