Holyfield rebate críticas e promete vencer Valuev

Pugilista norte-americano, de 46 anos, voltará a lutar neste sábado depois de mais de um ano sem combates

AE-AP, Agência Estado

15 de dezembro de 2008 | 17h14

O pugilista norte-americano Evander Holyfield, de 46 anos, rebateu as críticas que estaria muito velho para lutar e afirmou que está pronto para enfrentar o russo Nikolay Valuev, de 2,14 metros de altura, sábado, pelo cinturão da Associação Mundial de Boxe (AMB)."Eles têm me chamado de velho desde que eu tinha 30 anos", disse Holyfield. "Quando você vem de origem pobre, todos estão sempre duvidando de você. Alguém sempre diz que você não pode fazer algo. Eu nunca dei ouvidos, então por quê eu os ouviria agora?"Apesar da confiança, Holyfield não entra em um ringue desde a derrota para o então campeão da Organização Mundial de Boxe (OMB), o russo Sultan Ibragimov, há mais de um ano. Holyfield também está sem vencer há quatro lutas, desde que derrotou John Ruiz, em outubro de 2000, pelo cinturão da AMB."Quando eu era mais jovem, diziam: ''Mike Tyson vai matar aquele garoto", lembrou o Holyfield. "Eles diziam que eu não poderia lidar com o gancho de esquerda de Michael Moorer. E o nocauteei cinco vezes."Se vencer Valuev no sábado, em Zurique, na Suíça, Holyfield conquistará seu quinto título mundial no boxe, um recorde na modalidade. Além de entrar para história, o pugilista deve receber entre U$ 750 mil e U$ 1 milhão pela luta, mas o ex-campeão nega que a luta seja por motivos financeiros - Holyfield tem atrasado com freqüência o pagamento das pensões de alguns de seus nove filhos, que tem com cinco mulheres e a mansão que vive, que custa U$ 4 milhões por ano só de impostos."Isto não é para provar nada a ninguém. Eu luto porque sou talentoso e bom e eu amo o que eu faço", garantiu. "Eu ainda sou um homem jovem e não posso voltar atrás e começar a ir a clubes. Não quero treinar pugilistas e ter de ser um pai para os homens crescidos. Tenho meus próprios filho para criar e não vou ficar dando autógrafos por toda a vida", concluiu Holyfield.

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