Homenagem para Ronnie Peterson

Sueco foi companheiro de Fittipaldi e morreu na pista de Monza, em 78

O Estadao de S.Paulo

14 de setembro de 2008 | 00h00

Os colegas, técnicos, dirigentes que conviveram com ele confirmam a fama de ser um dos pilotos mais queridos da F-1. Não há registro de alguém que tenha se desgastado com ele. Afirmam, também, ter sido um dos mais velozes que conheceram, um verdadeiro talento natural. Os brasileiros conviveram com o sueco Ronnie Peterson mais de perto quando foi companheiro de equipe de Emerson Fittipaldi, em 1973, na Lotus. "Um grande homem", costuma dizer Emerson, seu amigo. Há 30 anos, no GP da Itália de 1978, em Monza, a F-1 perdia um ídolo, com fãs em todo mundo. Peterson morreu em conseqüência de um acidente na largada e de erro médico no hospital. "Domingo (hoje) teremos uma cerimônia aqui no autódromo para lembrá-lo", disse Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, em Monza. Não conseguiu ser campeão do mundo, mas sua velocidade impressionante o levou ao vice-campeonato na primeira temporada inteira, em 71, com March, time de propriedade do atual presidente da FIA, Max Mosley, também em Monza. "Acho que ele nasceu sabendo pilotar, chegou à Fórmula 1 já pronto", lembra.De 1970, quando estreou, à última prova, disputou 123 GPs e como todo grande velocista, a exemplo de Gilles Villeneuve, não venceu muito: 10 vezes. Curiosamente, a melhor classificação final no campeonato foi em 71 e na temporada em que faleceu, segundo. "Interlagos é a minha pista favorita", dizia, com entusiasmo, o sueco. Em 73, estréia do GP do Brasil no calendário, largou na pole, na casa de Emerson. A corrida em que Peterson morreu reuniu uma série de coincidências. "Foi a primeira a usar o farol para dar a largada", explica Riccardo Patrese, piloto da Arrows, na época. Mas o diretor de prova, Gianni Restelli, acostumado com o ato de abaixar a bandeira para autorizar o início da competição, não esperou todos alinharem seus carros no grid e deu a largada. Os que saíram de atrás, embalados, chegaram à freada da chicane mais velozes e ocorreu acidente múltiplo.Patrese foi acusado por Niki Lauda, da Brabham, e Mario Andretti, companheiro de Peterson na Lotus, de causar o acidente. Decidiram proibi-lo de participar da etapa seguinte, nos EUA.

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