Hortência: filhos longe das cestas

João e Antônio admitem: preferem hipismo e futebol

Valéria Zukeran, SÃO PAULO, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2009 | 00h00

Filho de peixe, peixinho é? Nem sempre. O ditado popular às vezes pode ter sua lógica rompida. Não vale, por exemplo, para os filhos de Hortência, a "rainha" do basquete. As cestas estão longe da rotina de seus filhos João Victor (13 anos) e Antônio Victor Oliva (11), que preferem, respectivamente, hipismo e futebol.A paixão pelos cavalos veio por influência do pai, o empresário José Victor Oliva, que tem haras. Sua principal montaria é Nilo V.O, que participou do Pan do Rio com o cavaleiro Roger Clementino. O conjunto ganhou medalha de bronze nas provas de adestramento. Clementino é o treinador de João, que em 2008 se destacou na categoria de sua faixa etária de provas de adestramento, Elementar-Amador 1. "Gostava de treinar, mas não queria competir", diz João. "Depois que comecei fui gostando." Tímido, o jovem cavaleiro só fica mais à vontade quando fala de seu cavalo, Trunfo V.O. "Ele é meio malandro e quando não quer fazer os movimentos tenho de domá-lo", conta. "Mas no fim sempre consigo ajustar." João não se lembra quando foi a primeira vez que montou um cavalo. "Acho que eu era bebê." Aos 4, já sabia o que é dominar um animal tão grande. "É uma sensação boa", garante. O sonho de futuro de João, pelo menos agora, envolve cavalos. "Quero ser veterinário."Antônio começou a competir neste ano na sua categoria do adestramento com Zeus V.O. Gosta de montar, mas admite ter queda maior para o futebol. Joga no time da escola e até o representou em uma competição nos Estados Unidos. "Jogo de volante", revela. O menino, assim como o irmão, gosta de competir. "Comecei bem baixinho", diz Antônio, que torce para o Santos, contrariando o pai são-paulino, a mãe corintiana e o irmão palmeirense. "Por causa do Pelé." Família democrática.Hortência diz que não se importa com o fato de nenhum dos filhos jogar basquete. "Fico feliz que tenham uma veia esportiva", se diverte. A única preocupação da ex-jogadora é que aprendam como é a realidade do esporte. "A gente perde muito até ganhar", admite. "Perdedor para mim não é aquele que não vence, mas o que não se esforça." Zé Victor não esconde que ter um filho em uma equipe olímpica seria a realização de um sonho. "Mas estive em três Jogos com a Hortência e sei que é difícil", recorda. "Porém, se eles quiserem, vou dar o maior apoio."

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