José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Hulk festeja atuações e 'papel importante' na seleção

Atacante que começou no Serrano acredita que vive um bom momento na Copa das Confederações

Paulo Favero, Agência Estado

24 de junho de 2013 | 11h32

SALVADOR - Quando o técnico Felipão definiu seus titulares, muita gente reclamou de um dos escolhidos ser o atacante Hulk. Mas aos poucos o paraibano vem mostrando que tem futebol para estar na seleção brasileira. "Eu sempre estive tranquilo, sabia que era normal acontecer isso até porque muitos brasileiros não conheciam o meu trabalho, pois eu saí muito cedo do País. Estão passando a conhecer através desses jogos da Copa das Confederações. Agora já começa a mudar a história, fico feliz por isso e mais ainda por fazer um papel importante na seleção", diz.

Ele nasceu em Campina Grande e começou a jogar no modesto Serrano quando ainda era adolescente. Passou por outras agremiações e aos 18 anos, quando estava no Vitória, deixou o time baiano e se transferiu para o futebol japonês. Atuou por Kawasaki Frontale, Tokyo Verdy e Consadole Sapporo e passou a chamar a atenção pela alta média de gols no país oriental. Não demorou para ir para o Porto, quando tinha 22 anos, e lá ganhou fama. Ficou quatro temporadas, fez 66 gols em 163 partidas, e conseguiu uma transferência milionária para o Zenit, da Rússia.

Com a camisa da seleção, foi convocado por Dunga, Mano Menezes e agora Felipão. O jogador acha que vive um bom momento com a camisa canarinho. "Cada vez estamos indo melhor, até porque a gente procura se entender dentro de campo, não só o ataque mas o coletivo em si. Até quem entra já sabe o que tem de fazer, isso é importante", conta. Sua única reclamação é não ter feito gols ainda na Copa das Confederações. "O gol vai sair na hora certa. A gente quer ser campeão com o apoio da nossa torcida. Não tem coisa melhor do que ser campeão e dedicar a essa torcida."

Por falar nos fãs, Hulk foi bastante ovacionado em Salvador, quando o sistema de som da Fonte Nova anunciou sua presença no time titular. "Sinto feliz quando jogo no Nordeste, tem o calor da torcida, mas independentemente de onde o Brasil joga é sempre bem recebido. Todos querem ver a seleção, os jogadores, e a gente aproveita essas vitórias para dedicar sempre aos torcedores que estão nos apoiando. Foi mais uma festa", conclui.

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