Iaaf anuncia doping de nove atletas antes da Olimpíada

A Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) anunciou nesta quarta-feira ter sido bem sucedida nos testes que fez a partir do chamado "passaporte biológico", que identifica modificações no sangue dos atletas e, assim, pode detectar tentativas "sofisticada" de dopagem. No total, nove esportistas foram punidos pela entidade.

AE, Agência Estado

25 de julho de 2012 | 13h15

"Os anúncios de hoje (quarta-feira) sublinham a campanha contínua e inabalável da Iaaf contra o doping no atletismo. Eles demonstram o compromisso da Iaaf na utilização de métodos avançados para detectar doping e para impor sanções maiores quando isso se justifique. Nós não vamos desistir de nossa determinação de fazer tudo que estiver ao nosso alcance para erradicar a trapaça", disse Lamine Diack, presidente da entidade.

O programa de passaporte biológico monitora, ao longo do tempo, as variações no sangue e permite identificar o que a Iaaf chama de "doping sofisticado". E os testes da entidade identificaram doping de seis atletas: Abderrahim Goumri (Marrocos), Iríni Kokkinaríou (Grécia), Meryem Erdogan (Turquia), Svetlana Klyuka, Nailiya Yulamanova e Yevgenina Zinurova (todas russas).

Klyuka (quarta colocada nos 800m em Pequim/2008), Yulamanova (oitava na Maratona no Mundial de Berlim/2009), Erdogan e Zinurova admitiram o doping e receberam dois anos de suspensão. Todos foram punidos com dois anos de suspensão.

Goumri (oitavo no Maratona em Pequim/2008) foi punido pela federação de seu país com quatro anos de suspensão, mas a pena não é definitiva. Já Kokkinaríou (11.ª nos 3.000m no Mundial de Daegu/2011) foi punida por dois anos pela federação grega, mas a Iaaf vai recorrer, pedindo quatro anos de gancho.

A revisão de amostras colhidas durante o Mundial de Daegu também causou a suspensão de três atletas, conforme a Iaaf anunciou nesta quarta-feira. A búlgara Inna Eftimova (quarta colocada em Pequim e em Daegu nos 100m) testou positivo para uma droga sintética chamada Growth Hormone. Já os exames das ucranianas Nataliya Tobias (bronze nos 1.500m em Pequim) e Antonina Yefremova (quarta colocada nos 400m em Daegu) apontou traços de testosterona sintética. Todas foram punidas com dois anos de suspensão.

Nenhum dos nove atletas aparece entre os inscritos para os Jogos de Londres, uma vez que as federações locais já haviam aplicado as punições, que não haviam sido anunciadas.

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