IAAF confirma doping por THG no Mundial

Alguns dos atletas que participaram do Mundial de Atletismo de Paris, em agosto, tiveram resultado positivo por THG - os exames foram refeitos depois da competição -, segundo informou um porta-voz da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). Embora ainda não tenham sido analisadas todas as 400 amostras de urina colhidas no Mundial, a fonte assegura que alguns exames deram positivo para a substância proibida, cuja existência só foi descoberta há poucas semanas.Segundo o presidente da IAAF, o nigeriano Lamine Diack, "ninguém pode negar que o escândalo do THG é algo tão novo quanto terrível. É uma conspiração e uma armadilha que, provavelmente, tem relação com o crime organizado. A IAAF deve dar mostras de uma forte autoridade e usar todos os meios possíveis para preservar a integridade e, talvez, o futuro do esporte".Na reunião da entidade, que está sendo realizada em Berlim (ALE), será discutida a possibilidade de aplicar sanções mais severas aos atletas flagrados usando substâncias que contribuam para melhorar o desempenho. A proposta será castigar ao infrator com quatro anos de suspensão em vez dos dois anos previstos no regulamento atual.EUA vão pagar - O presidente do Comitê Olímpico dos Estados Unidos (Usoc), Bill Martin, informou que o país pagará o que deve, a título de contribuição, à Agência Mundial Antidoping (Wada). Em carta enviada ao presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, o Usoc disse que o país está consciente de seu dever de apoiar a Wada.O COI observou que os países que quiserem organizar a Olimpíada de 2012, entre eles o Brasil (o Rio é pré-candidato), devem enviar sua contribuição à Wada. O presidente da Wada, o canadense Richard Pound, ameaçou com sanções a equipe norte-americana na Olimpíada de 2004 e se queixou do pequeno interesse demonstrado pelo governo do presidente George W. Bush em combater o doping.No total, os governos comprometidos em financiar a Wada depositaram apenas US$ 13 milhões dos US$ 20 milhões previstos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.