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IAAF isenta Coe e encerra investigação de denúncia de suborno do Catar

Conselho alegou falta de provas para abrir um procedimento formal

Estadão Conteúdo

24 Outubro 2016 | 13h42

O Conselho de Ética da IAAF encerrou nesta segunda-feira a apuração da denúncia de que o presidente da IAAF, Sebastian Coe, estava ciente de um suposto esquema de corrupção, segundo o qual o Catar teria pagado propina a membros da entidade para ganhar o direito de sediar o Mundial de 2017 e de 2019.

O Conselho de Ética alegou falta de provas e disse que não abriria um procedimento formal "baseado somente em rumores". Segundo o entidade, não há provas que liguem as denúncias a Coe. A apuração do caso teve início em janeiro deste ano, seguindo denúncia feita pelo presidente da Federação de Atletismo do Reino Unido, a UK Athletics, Ed Warner.

A revelação do dirigente havia sido realizada durante audiência de uma comissão do Parlamento da Grã-Bretanha sobre o escândalo de doping no atletismo. Londres foi definida como sede do Mundial de 2017, superando a cidade de Doha, no Catar, em votação. Depois, Doha bateu Barcelona e Eugene na votação para o campeonato de 2019.

Warner foi convidado a participar da audiência após declarar em uma entrevista que "envelopes marrons" foram entregues aos membros do conselho da IAAF antes da votação em 2011 sobre o Mundial de 2017. Warner declarou ele "não estava preparado para dizer" quem lhe fez essa revelação. Depois, questionado pelo Conselho de Ética, o dirigente inglês afirmou que o responsável pela revelação seria Sebastian Coe, atual presidente da IAAF.

Mas a investigação, segundo o Conselho, não encontrou provas de que Coe teria conhecimento sobre o suposto caso de suborno. "Como resultado das investigações iniciais, e destacando que não há qualquer documento para corroborar as afirmações do Sr. Warner, o Conselho de Ética não considera haver evidência suficiente para abrir uma investigação formal", anunciou a IAAF, em comunicado oficial.

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