IAAF mantém suspensão de dirigente queniano acusado de pedir suborno

A Comissão de Ética da Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) rejeitou nesta sexta-feira um recurso do diretor executivo da Federação de Atletismo do Quênia, Isaac Mwangi, contra sua suspensão provisória por supostamente ter pedido suborno a duas atletas.

Agência Estado, Estadão Conteúdo

08 de abril de 2016 | 11h30

Isaac Mwangi foi provisoriamente suspenso em fevereiro, depois de a agência de notícias The Associated Press (AP) relatar as acusações das corredoras Joy Sakari e Francisca Koki Manunga. Mwangi recorreu desta decisão em março. Em um comunicado, a IAAF disse que o recurso foi rejeitado.

Sakari e Manunga estão cumprindo suspensões de quatro anos por doping após testarem positivo no Mundial de Atletismo de 2015. Em entrevista para a AP, elas disseram que Mwangi pediu a cada uma US$ 24 mil (aproximadamente R$ 88 mil) em troca de penas menores.

As atletas disseram que o pedido foi realizado durante reunião em 16 de outubro, mas elas declararam, naquela oportunidade, que não poderiam conseguir o dinheiro. As competidoras, então, foram informadas das suas suspensões por quatro anos através de um e-mail recebido em 27 de novembro. As atletas nunca apresentaram uma queixa-crime, porque, segundo elas, não tinham provas da acusação de suborno e temiam a repercussão do caso.

O comitê de ética afirmou que as atletas reiteraram as suas acusações em documentos escritos assinados. "Elas afirmaram que as afirmações que deram à Associated Press e o conteúdo do artigo da Associated Press de 10 de fevereiro de 2016 são verdadeiros".

O recurso de Mwangi dizia que as atletas são "mentirosas" e que "as suas provas não devem ser confiáveis". A Comissão de Ética também está investigando outros três altos executivos da federação queniana por suposta corrupção. O conselho disse que o dirigente não "identificou qualquer coisa" que atinja a investigação para a sua suspensão provisória por 180 dias ser anulada.

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