Martin Meissner/AP
Martin Meissner/AP

IAAF revê punição de jamaicano e brasileiro fica fora de semi dos 200m no Mundial

Após pedido de revisão, Andre Ewers volta a ser confirmado na disputa no lugar de Aldemir Junior

Redação, Estadao Conteudo

30 de setembro de 2019 | 13h14

O brasileiro Aldemir Junior passou por sentimentos opostos nas últimas 24 horas no Mundial de Atletismo, que está sendo realizado em Doha, no Catar. No começo da tarde de domingo, o velocista competiu nas eliminatórias dos 200 metros e ficou em quarto lugar em sua bateria, sem tempo suficiente para avançar às semifinais. Mas pouco depois obteve a vaga graças à desqualificação do jamaicano Andre Ewers, que invadiu uma raia vizinha em sua bateria.

Só que a alegria de Aldemir Junior acabou no início da tarde desta segunda-feira. Após pedido de revisão da delegação jamaicana junto à IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo, na sigla em inglês), Andre Ewers voltou a ser confirmado na disputa, que terá sequência na rodada noturna do quarto dia de competições no estádio Khalifa.

Mais sorte teve Tifanni Silva Marinho na mesma prova. Na terceira bateria das eliminatórias, a brasileira ficou em quarto lugar com o tempo de 51s96 e se deu bem com a desclassificação da norte-americana Shakima Wimbley, vencedora com 51s17, por pisar na linha rival. Tifanni subiu para terceiro e se garantiu nas semifinais dos 200 metros, que serão nesta terça-feira.

Outros atletas do Brasil também não tiveram sorte nas eliminatórias de suas provas nesta segunda-feira. No lançamento do dardo, Laila Ferrer conseguiu 55,44 metros na melhor de suas três tentativas, bem distante da estabelecida para a classificação à final, que é de 63,50 metros.

Nos 200 metros, Vitória Rosa e Lorraine Martins não foram bem em suas baterias. A primeira ficou na última colocação, com 23s81. A outra terminou na quinta posição, com 23s60. Elas tinham que conseguir, ao menos, o terceiro lugar.

"Bola para frente. Tem Olimpíada, Mundial novamente. Meu maior objetivo aqui era a classificação no revezamento. Tudo é um aprendizado. Os resultados que eu fiz nos últimos dois anos, é isso o que eu quero, é o que eu quero levar para as Olimpíadas", disse Vitória, em entrevista ao canal SporTV. "Sei que não foi uma boa prova, mas saio de cabeça erguida por ter corrido entre as melhores. É muito gratificante para mim. Clima prejudicou um pouco, mas está sendo assim para todo mundo. No meu caso, foi a falta de cabeça na prova. Mas saio de cabeça erguida", comentou Lorraine.

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