IAAF volta a atacar acusações e nega negligência com suspeitas de doping

A Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) voltou a atacar, dessa vez através de nota oficial, as sugestões de que foi negligente no acompanhamento de resultados suspeitos de exames sanguíneos de milhares de atletas ao longo de mais de uma década, afirmando que as acusações são "simplesmente falsas".

Estadão Conteúdo

04 de agosto de 2015 | 13h45

"As acusações foram publicadas de modo sensacionalista e confuso: os resultados referidos não foram testes positivos", disse a IAAF, em um longo comunicado no seu site oficial, se referindo à emissora de TV alemã ARD e ao jornal britânico Sunday Times, que tiveram acesso aos resultados de 12 mil exames de sangue que envolvem 5 mil atletas. Os arquivos foram vazados a partir do banco de dados da IAAF.

As reportagens apontaram que 146 medalhas, incluindo 55 de ouro, em competições de que vão dos 800 metros até a maratona nos Jogos Olímpicos e em edições do Mundial foram conquistadas por atletas com resultados suspeitos.

A IAAF disse que publicou uma análise detalhada dos dados mais de quatro anos atrás. Uma grande quantidade das amostras de sangue foram coletadas em um período antes da implementação do passaporte biológico e "não pode, portanto, ser usada como prova de doping".

Destacando que "uma suspeita sozinha não é uma prova de doping", a IAAF se defende. "Nós refutamos abertamente qualquer acusação de que a IAAF não siga de forma adequada os perfis suspeitos que foram proativamente identificados através do programa mundial de perfis biológicos de sangue".

"Qualquer afirmação de ARD e Sunday Times de que a IAAF foi negligente em gerir ou acompanhar os perfis de suspeitos é simplesmente falsa, jornalismo decepcionante e mal informado. Em uma tentativa de capturar e punir as fraudes em nosso esporte, a IAAF tem usado todos os meios a seu alcance, no âmbito antidoping".

A IAAF reconheceu que "alguns nações" estão atrás na implementação de um sistema robusto de combate ao doping, mas garante que há progresso sendo feito. Os dois relatórios alegam que mais de 80 medalhas da Rússia foram asseguradas por atletas com testes suspeitos, enquanto o Quênia tinha 18 conquistas por atletas sob suspeita. A ARD disse que tem provas de que hormônio de crescimento humano foi usado por corredores russos.

"Há claramente algumas nações que representam o maior porcentual de valores sanguíneos suspeitos. A IAAF não ignora este fato. A IAAF também observa que esses países, relatados por ARD e The Sunday Times, São os mesmos países que atualmente carecem de um ''forte, robusto'' programa nacional antidoping com suporte e apoio do governo", diz a IAAF.

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