Iarley quer 1ª vitória na casa de ex-clube

Atacante recorda-se de bons momentos no time gaúcho, diz ter carinho [br]pelo torcida, mas reclama da forma como saiu

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

O atacante Iarley defendeu o Internacional por quatro temporadas. Em 96 jogos, fez 55 gols no clube gaúcho e foi importante na conquista da Libertadores e do Mundial em 2006 (deu o passe para o gol de Adriano Gabiru na decisão contra o Barcelona e foi o "bola de prata" daquela partida). Apesar do sucesso, saiu triste do clube por, segundo ele, "não ter sido tratado como merecia após muito empenho". Hoje, volta ao Beira-Rio pela terceira vez, mas para tentar o primeiro triunfo frente aos colorados.

"Pelo Goiás, perdemos de 1 a 0 e de 4 a 0. Dei tudo nos jogos, mas não deu certo. Agora, espero marcar, como fiz contra o Inter nos 2 a 0 do Pacaembu (pelo 1.º turno do Campeonato Brasileiro). Claro, aqui comemorei bastante, estava diante de minha torcida. Já lá, serei discreto, por respeito à torcida que tanto me ovacionou."

Nos últimos sete jogos, Iarley fez seis gols e ajudou bastante o Corinthians a recuperar a liderança, então com o Fluminense. Na competição, já são oito, um atrás do artilheiro Bruno César. Balançar as redes, mais do que obrigação, serve para que não seja o escolhido a deixar o time quando Ronaldo estiver em condições de retornar.

"Minha intenção é continuar fazendo gols para seguir como titular. E todo atacante pensa, também, em ser artilheiro, o que é um incentivo a mais", diz. "Se eu me conformar com os (gols) que tenho, estou morto. Tenho de pensar em fazer um por jogo, que vou ter duas oportunidades e tenho de aproveitar uma. O Jonas (do Grêmio) está com 12, vou tentar alcançá-lo. Se parar, automaticamente saio do time."

Amigo do Fenômeno. Iarley, contudo, não teme dar, ou devolver, a vaga entre os titulares para Ronaldo em breve. Agora, com mais moral após desencantar e fazer jogos bons, segue o discurso padrão de que todos "têm de pensar no Corinthians".

E aproveita para revelar o apoio que vem recebendo do Fenômeno. "Ele até comentou do último gol que fiz (primeiro contra o Santos), da posição do corpo, do domínio da bola, coisa de atacante, e me parabenizou", observa. "Nossa relação é a melhor possível. Sempre disse da minha satisfação de estar ao lado dele e do Roberto Carlos. Se precisar correr para o Ronaldo, estarei correndo, assim como o Jorge Henrique. Opa, já estou escalando o time", brinca.

De certo, a vontade de jogar até mais de 40 anos - está com 36 - e de marcar pela quarta vez seguida, confirmando que a idade não é mesmo um problema para o atacante, que segue impressionando pela velocidade e movimentação. "A boa fase voltou. Tenho de aproveitá-la."

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