Iatismo: Bochecha aprende no Brasil 1

O velejador olímpico André Fonseca, o Bochecha, de 27 anos, está aprendendo a bordo do barco Brasil 1 na regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race. Catarinense que vive em Porto Alegre (RS) há sete anos ? veleja no Rio Guaíba -, Bochecha planeja ser um profissional da vela, ?uma forma de ganhar dinheiro?. Mas não quer abandonar as campanhas olímpicas. Na Cidade do Cabo (AFS), enquanto ajuda a preparar o Brasil 1 para a largada da segunda perna, segunda-feira, rumo a Melbourne (AUS), disse que voltará a velejar de 49r, em parceria com Samuel Albrecht, o Samuca. Nos Jogos de Atenas, em 2004, Bochecha ficou em sexto lugar na classe e chegou a velejar 70% da competição na zona de medalha. ?Há um ano me dedico ao veleiro da volta ao mundo. Estou aprendendo muito, como lidar com um grupo grande e a fazer regatas com ventos fortes em segurança, o que não é muito comum no Brasil. E isso é bom para quem quer ser um profissional de vela?, explicou hoje, no complexo náutico de Waterfront (onde será a festa de ano novo dos tripulantes brasileiros). Estar numa volta ao mundo, com tripulações formadas por velejadores de todas as nacionalidades, pode ajudar a conseguir futuros empregos, estar em outras provas de oceano, como a America?s Cup. ?Pode ser a diferença para ser um profissional da vela. Mas tenho de terminar a volta ao mundo primeiro. O ideal é conciliar a vida de oceano com campanha olímpica.? Bochecha disse que, com exceção de Robert Scheidt, octacampeão da classe Laser, e Torben Grael, dono de cinco medalhas olímpicas, são raros os patrocínios individuais na vela brasileira. ?Ainda acho mais fácil conseguirmos apoio para a equipe brasileira de vela, como na última campanha para Atenas.? O seu parceiro Samuca está em Porto Alegre treinando para não perder o ritmo. ?Já avisei para ele que em 2006, depois de junho, quando terminar a volta ao mundo, não sei onde moraremos, talvez na Europa por causa da campanha olímpica?. Bochecha disse que dessa vez haverá uma dificuldade a mais pelo fato de a Olimpíada de 2008 ser na China. ?Acho que teremos de ter três barcos, um no Brasil, outro na Europa e um terceiro na Ásia.? O Pan-Americano do Rio, em 2007, não está nos planos de Bochecha porque a 49r é apenas classe olímpica. ?Eu até tenho um barco da Snipe, que é classe pan-americana, mas me dedicar a três classes, oceânica, 40r e Snipe seria demais.?

Agencia Estado,

31 de dezembro de 2005 | 10h40

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