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Iatismo: tentação da dupla de ouro

Marcelo Ferreira, o proeiro de Torben Grael, dupla bicampeã olímpica da classe Star nos Jogos de Atenas, teve seu "passe" supervalorizado. O iatista recebeu convite para participar da America´s Cup, a competição de oceano mais importante do mundo. A regata, do tipo match race (barco contra barco), só terá sua fase final em 2007, mas Marcelo teria de aprensentar-se em 2005, para as regatas de preparação como tripulante do barco italiano Luna Rossa.Marcelo Ferreira tem, ao mesmo tempo, o convite que todo iatista que aprecia classes de oceano gostaria de receber, de integrar, juntamente com o companheiro de Olimpíada e comandante Torben Grael, o barco Brasil 1, na Volvo Ocean Race, regata de volta ao mundo, que começa em 2005, termina oito meses depois e passa pelo Brasil.Marcelo, num primeiro momento, se entusiasmou com a possibilidade de ir à America´s Cup e até pensou em se mudar para a Espanha, com a família, no fim do ano, para a campanha do barco italiano. Mas recuou e deve mesmo seguir no Brasil, pelo menos por mais um tempo. "A America´s Cup seria uma novidade para mim, mas a volta ao mundo talvez seja mais interessante por ser num barco brasileiro", comenta. "Tenho filhos, família e preciso pensar, tenho até dezembro para isso."Rumo ao tri - O parceiro de Torben observa que o fato de ser um tripulante na America´s Cup não lhe daria tanta visibilidade, como na função de tático (um estrategista), aquela que Torben exercerá. Além disso, teria de partir para a Europa em 2005, sem tempo de fazer a campanha da Volvo, como Torben, que poderá conciliar - competir a regata de volta ao mundo, em 2005 e 2006, e só então apresentar-se ao barco italiano para a America´s Cup.No meio disso tudo, está a próxima campanha olímpica. Marcelo afirma que o principal objetivo na carreira é o tricampeonato, nos Jogos de Pequim, em 2008, ao lado do amigo Torben. Além do ouro em Atenas, os dois haviam subido ao topo em Atlanta (1996). "A campanha olímpica está montada, a idéia é buscar o tri na China".Seu próximo compromisso importante será o Mundial da Star em fevereiro, na Argentina, um mês depois do Sul-Americano, no mesmo país. Curiosamente, ele e Torben terão como adversário Robert Scheidt - o melhor do planeta na Laser -, que, ao lado de Bruno Prada, disputará pela primeira vez o Mundial da categoria. "Não vai ser tão fácil quanto na Laser para o Robert, mas tenho certeza de que vai se adaptar. É difícil falar em favoritismo. Há uns 15 barcos com boas possibilidades de conquistar o título."

Agencia Estado,

21 de outubro de 2004 | 09h05

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