Ibirapuera lotado vê tri de Almagro, que supera marca de Guga

Espanhol, que defendia o título, vence o italiano Filippo Volandri por 2 a 1 e se transforma no maior campeão do torneio

ALESSANDRO LUCCHETTI, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2012 | 03h04

Foi um belo duelo, à altura do público paulistano, que reafirmou seu amor pelo tênis. Mesmo sem nenhum brasileiro na final do torneio de simples do Brasil Open, o ginásio do Ibirapuera novamente recebeu 9,6 mil pessoas. No final, o espanhol Nicolás Almagro fez prevalecer seu favoritismo e levou a melhor sobre o italiano Filippo Volandri e sua ótima técnica por 6/3, 4/6 e 6/4.

É o 11.º título de Almagro, todos obtidos no saibro. Três deles foram no Brasil Open, o que o faz superar Guga. Os outros dois, conquistados na Costa do Sauipe, foram em 2008 e 2011. Não por acaso, Almagro, na premiação, vestia uma camisa amarela onde se lia "Eu amo o Brasil".

Apesar de todo esse amor, o espanhol demorou para confirmar sua participação. As inscrições já haviam terminado quando Almagro decidiu viajar ao Brasil. O espanhol recebeu um dos "wild cards" (convites) da organização. Este foi um dos motivos que explicam o fato de não ter sobrado nenhum wild card para um tenista brasileiro.

Chumbo trocado. Como há em São Paulo colônias numerosas dos dois países, o Ibirapuera se dividiu praticamente ao meio. Havia bandeiras da Itália e da Espanha no ginásio.

Volandri começou melhor e obteve a primeira quebra. Chegou a abrir 3 a 0. Mas Almagro recuperou-se, concentrou-se e ganhou seis games seguidos, levando o primeiro set.

O italiano, que não chegava a uma final desde 2006, não jogou a toalha e, abusando de seu backhand poderoso, venceu o segundo set por 6 a 4.

A partida continuou equilibrada no terceiro set. Almagro aproveitou o serviço de Volandri, que não é muito forte, para se impor no décimo game. Com a quebra decisiva, marcou 6 a 4 logo no segundo match point que teve.

Almagro, em seu discurso na premiação, fez questão de agradecer ao público. "Fiquei feliz de ver o ginásio cheio, sempre dá mais força para os jogadores", disse o tricampeão.

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