Ibirapuera terá pista padrão da IAAF

Uma pista que pode receber o certificado Classe 1 da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), com leitura ótica no salto em distância, sensor de queimada na largada, piso sintético, mais espaço para as corridas dos saltos, área de aquecimento, equipada com colchões, sarrafos, obstáculos, barreiras, tudo novo. Onde? É assim que deve ficar a pista de atletismo do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, em São Paulo, depois de reformada pela Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). A instituição investirá cerca de US$ 500 mil na reforma da pista - quatro empresas já apresentaram propostas para as obras, que começam em janeiro. A última reforma da hoje esburacada pista do Ibirapuera foi feita há quase dez anos. Mas transformar o local em um estádio de atletismo de padrão internacional - o Troféu Brasil de 2002 será em São Paulo -, é apenas uma parte do projeto que terá como "padrinho" Joaquim Cruz, dono de duas medalhas olímpicas nos 800 metros (ouro em Los Angeles/84 e prata em Seul/88). A secretaria de Esportes e Turismo do Estado autorizou a reforma, mas ainda fixará as regras de uso do espaço. Para a segunda fase das obras está prevista a construção de 30 apartamentos duplos para atletas, técnicos e convidados para clínicas. "Isso resgata o tradicional centro de atletismo de São Paulo, que terá condições de receber meetings e mundiais juvenis e de menores", afirma Sérgio Coutinho Nogueira, presidente da Funilense, que acompanha o processo. Completa o projeto da instituição ter uma equipe própria na temporada de 2002. Nove vezes campeã brasileira, a Funilense, da saltadora Maurren Maggi e do fundista Vanderlei Cordeiro de Lima, passará a ser BM&F, com 68 atletas adultos e 17 juvenis. A equipe, liderada pela instituição, terá parceiros como a Prefeitura de São Caetano, o Pão de Açúcar e a Olympikus, gastos de R$ 200 mil por mês e contratos com os atletas, em uma modalidade que sempre se pautou pela informalidade nos acordos trabalhistas. Padrinho especial - Nada melhor do que um campeão olímpico para ter moral e dar conselhos. A responsabilidade caberá a Joaquim Cruz, que será apresentado como coordenador-técnico da equipe em janeiro. Joaquim cuidará de questões como hábitos, futuro e o profissionalismo que os atletas devem ter na relação com o clube, técnicos, patrocinadores e imprensa. O ex-atleta que mora em San Diego (EUA), virá algumas vezes por ano ao País para exercer a função.

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