Ídolo age como o torcedor que veste a camisa do clube

Ídolo age como o torcedor que veste a camisa do clube

Marcos conseguiu o que todo garoto que ama futebol sonha desde os primeiros chutes numa bola de plástico: vestir a camisa do time do coração. E, embora profissional e na parte final da carreira, ainda age como o sofredor das arquibancadas. Vibra nas vitórias, se angustia nas derrotas, exalta momentos notáveis de seus companheiros de Palmeiras, da mesma forma como os espinafra em jornadas ruins. Suas reações seguem a lógica às avessas da emoção, com o que tem de bom e ruim.

Análise: Antero Greco, O Estadao de S.Paulo

24 de março de 2010 | 00h00

A espontaneidade arranca Marcos dos clichês. Ele é prato cheio em entrevistas, sobretudo aquelas feitas durante ou após os jogos. Com adrenalina em alta, solta o verbo e escancara o que pensa, sem medir consequências. Por isso, com frequência, manda para escanteio o politicamente correto com a eficiência com que costuma desviar bolas chutadas por atacantes rivais. Desabafos, análises, comentários, broncas ou seja lá como se deva definir o que diz, em geral batem com o sentimento do torcedor comum. Por isso, ganhou respeito amplo, até de quem não é palmeirense.

O excesso de transparência, justificada ou não, o coloca em saia-justa com seus companheiros. Críticas não são bem-vindas em nenhum ambiente, sobretudo naqueles em que há combates de egos, como no futebol. Marcos deveria levar isso em conta. Mas, se não o fez quando era mais jovem, certamente não mudará agora, quase em fim de linha e sem paciência para alguns rituais de hipocrisia.

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