Ídolo filipino sabe como ''destruir'' mexicanos

O "Destruidor de Mexicanos". Assim ficou conhecido o filipino Manny Pacquiao, adversário de Oscar De La Hoya, na madrugada de amanhã, no ringue do MGM Hotel, em Las Vegas. Sempre é bom lembrar que o norte-americano é filho de mexicanos. A fama de Pacquiao começou a ser construída há três anos, quando passou a eliminar em série grandes lutadores do México. O maior ídolo das Filipinas, que completa 30 anos dia 17, foi protagonista de uma violenta trilogia com Erik Morales, a quem venceu duas e perdeu uma vez. Depois da última derrota, Morales, que tentava o quarto cinturão em categorias diferentes, abandonou o boxe.Outro nome mexicano de grande importância batido por Pacquiao foi Marco Antônio Barrera, apontado por muitos críticos daquele país como o melhor depois de Julio Cesar Chavez. Foram dois duelos em que cada pugilista disparou mais de 1,5 mil golpes. Pacquiao venceu o primeiro por pontos, após 12 assaltos, e o segundo por nocaute técnico no 11.º round. Barrera chegou a pendurar as luvas. Retornou, mas não mostra o mesmo ímpeto de outros tempos. O resistente Juan Manuel Marquez foi o que ficou mais perto de atingir sucesso diante de Pacquiao. Também em duas lutas, Marquez empatou uma, mas perdeu em março, por pontos. Um terceiro duelo, caso Pacquiao vença De La Hoya, não está descartado.Hector Velazquez, Oscar Larios, Jorge Solis e Emmanuel Lucero também sentiram o peso dos punhos de Pacquiao, invicto desde 2005. "Sei como vencê-los (os mexicanos) e não acho que De La Hoya seja melhor do que os que já derrotei", disparou Pacquiao. De La Hoya, que sabe como poucos promover um evento, rebateu: "Sempre subi ao ringue com muito orgulho para representar os Estados Unidos e o México. Desta vez, estou ainda mais motivado."

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