Ilha também exporta atletas

A globalização já chegou ao futebol do Taiti. Nos últimos anos, alguns jogadores deixaram a ilha, remando para centros mais avançados do futebol. Há gente na França, Bélgica, Austrália e já teve taitiano até com passagem por clube de Portugal.

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h06

O atacante Chong Hue, de 22 anos, joga no Bleid-Gaume, da terceira divisão belga. Ele foi o autor do gol sobre a Nova Caledônia que deu o título da Oceania ao Taiti. O zagueiro Tamatoa Wagemann, de 32, está no Changé, quinta divisão francesa (mais amadora do que profissional) depois de ter passado por equipe da Suíça, o FC Alle.

Há caso de jogador que já voltou para casa. Aos 28 anos, o zagueiro Nicolas Vallar defende o Dragon, após ter atuado pelo time B do Montpellier (o time A é o atual campeão francês) e ter passado pelo Penafiel, de Portugal, entre 2006 e 2007.

O mais bem-sucedido dos taitianos, porém, talvez seja o atacante Marama Vahirua, de 32 anos, que desde 1998 perambulava por equipes pequenas e médias da França, até que em 2011 chegou ao Monaco. Ele não disputou a Copa das Nações da Oceania porque estava negociando seu futuro no clube francês.

Os irmãos Tehau ainda não conseguiram deixar a Ilha. Alvin fez testes no Bleid-Gaume, mas não ficou. Jonathan e Lorenzo ainda sonham com o exterior.

O técnico da seleção taitiana, Eddy Etaeta, torce para que o trio encontre times de fora o mais rápido possível. "Espero que Alvin, Jonathan e Lorenzo encontrem clubes profissionais na Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos e até na Europa talvez, pois isso vai ajudar na nossa preparação para jogar no Brasil'', disse Etaeta. / A.L.

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