''''Imagino uma final entre Brasil e Cuba''''

Desde o Pan de 1991 (em Havana, ainda com Hortência e Paula), estamos sem o ouro no basquete feminino e, este ano, acredito que temos grandes chances de levar. Mesmo com as ausências da Érika e da Iziane (não liberadas por seus times na WNBA, realizada simultaneamente aos Jogos). Se a seleção jogar normalmente, chega à final, imagino que contra Cuba, uma rival forte e tradicional. E com as cubanas, nós sempre tivemos sorte. Jogar em casa também fará a diferença. A torcida pode ajudar, principalmente se lotar os ginásios como tem feito em outras modalidades, como o vôlei e a natação.É verdade que tivemos alguns problemas na fase de preparação da equipe. E com a chegada atrasada da Adrianinha (a armadora também estava na liga americana, mas se apresentou esta semana), não sabemos como estão as condições físicas dela. Mas ela terá os três jogos da primeira fase, mais fáceis, para entrar em forma. Os dois primeiros são contra equipes que nunca nos deram muita resistência. No grupo do Brasil, só é precisamos tomar mais cuidado com o Canadá. Devemos nos classificar para a segunda fase em primeiro.Nenhuma das seleções principais chegou completa ao Rio. Estados Unidos, por exemplo, tem um time de universitárias, a exemplo do masculino. A falta de experiências de muitas das nossas jogadoras (são seis estreantes em Pans) não deve ser obstáculo. As outras equipes também têm jogadoras muito novas. E o fato da Janeth, com todo seu histórico, participar ajuda ainda mais as novatas.Aliás, eu espero até que um possível título agora faça com que a Janeth mude de idéia sobre parar de jogar logo após os Jogos, como ela já anunciou. Acho que é uma atleta fantástica e ainda tem basquete para chegar até a Olimpíada de Pequim.

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