Imbatível, Djokovic faz Nadal virar freguês

Desta vez em Roma, sérvio chega à 37ª vitória consecutiva no ano. Espanhol perde pela segunda vez seguida

, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2011 | 00h00

ROMA

Novak Djokovic amplia seu domínio sobre o espanhol Rafael Nadal, ainda o número um do mundo, apesar de ter sofrido nova derrota para o sérvio, desta vez por dois sets a zero (6/4 e 6/4), na final do Masters 100 de Roma. A série invicta de Djokovic, de 37 partidas no ano, já se aproxima de um recorde mundial. O número 2 do ranking derrotou o espanhol em todas as quatro finais em que se defrontaram nesta temporada - a primeira vez no saibro foi em Madri, na semana passada.

Com a vitória de ontem, Djokovic tornou-se o primeiro jogador a bater Nadal por duas vezes no saibro no mesmo ano, a uma semana do início do Roland Garros, no qual ele poderá estabelecer novas marcas mundiais e assumir a liderança do ranking. "Estou muito satisfeito com minha atuação", disse Djokovic, depois do jogo de ontem. "Mas não há tempo para comemorações. Já tenho de me preparar para o torneio de Paris."

O próprio Nadal reconheceu que seu adversário está simplesmente invencível. "Ele está fazendo coisas incríveis. Em todos os jogos ele apresenta um alto nível de concentração mental e também está muito bem fisicamente. Estou indo muito bem também mas reconheço quando um jogador está melhor do que eu. Estou esperando toda semana encontrar uma solução para o problema", afirmou o espanhol.

Atualmente, a série invicta de Djokovic só é inferior às 42 vitórias seguidas de John McEnroe em 1984. No total, a série de vitórias consecutivas soma 39 jogos, incluindo a conquista da Taça Davis pela Sérvia em dezembro. Neste ano, além da vitória de ontem em Roma, Djokovic conquistou os títulos do Aberto da Austrália, ATP 500 de Dubai, Masters 1000 de Indian Wells, Masters 1000 de Miami, ATP de Belgrado e Masters 1000 de Madri.

O sérvio levou 2h13min para derrotar Nadal novamente. A vitória aconteceu em saibro lento por causa da chuva e teve mais méritos por causa do stress pelas 3 horas sofridas para eliminar o britânico Andy Murray na semifinal, na véspera.

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