Imbituba passa de ''caveira no mapa'' a paraíso tropical

Imbituba não foi escolhida como palco da terceira etapa do Circuito Mundial de Surfe apenas por causa das boas ondas. A pequena cidade, 80 quilômetros ao sul de Florianópolis, está voltada para suas belas praias. Prova disso é que até as maiores autoridades do município - do prefeito ao chefe do policiamento - são surfistas. "O que gostamos no surfe é o estado de espírito que o esporte nos provoca. Temos uma confraria legal", conta o prefeito Luís Roberto Martins.

Giuliander Carpes, IMBITUBA, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 00h00

São pelo menos quatro pessoas ilustres de Imbituba que costumam surfar juntas. O prefeito e o major Evaldo Hoffman, da Polícia Militar, são alguns dos mais assíduos, ao lado do empresário Manuel Martins. "É tudo uma grande brincadeira. A gente também apoia a molecada, dá uma força, porque o esporte é muito bom e precisa ser incentivado", conta Luís Roberto.

Turismo na carona do surfe. O turismo em Imbituba aumentou nos últimos anos. Já era grande no verão, mas agora também ocorre em outras épocas do ano, fruto, principalmente, da etapa do circuito mundial de surfe, que é realizada na cidade há sete anos, e da baleia franca, que utiliza as belas baías da cidade para se reproduzir.

O turismo altera a rotina da cidade, que na década de 80 era basicamente industrial. Naquela época, Imbituba era rota proibida para amantes da natureza. O município tinha altos níveis de gases derivados do fósforo e do enxofre na atmosfera devido à produção da indústria. Quando chovia, caía ácido. "Tínhamos uma bomba de poluição bem no centro da cidade. Nos guias de viajem, Imbituba tinha o desenho de uma caveira ao lado", lembra o prefeito.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.