Impasse pode adiar o início do Italiano

Clubes e atletas não se entendem e começo da disputa, marcado para sábado, corre risco. Hoje, prossegue a negociação

, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2011 | 00h00

MILÃO

Depois da Espanha, agora é a vez de os jogadores que atuam na Itália se recusarem a entrar em campo, ameaçando o início do campeonato nacional, previsto para sábado. Ontem, por 18 a 2, os clubes da Série A votaram contra a proposta feita pelo sindicato dos atletas. Enquanto o impasse não for resolvido, não terá jogo. Uma nova reunião está agendada para hoje, mas as duas partes não parecem dispostas a ceder.

Clubes e jogadores divergem em dois pontos. O primeiro é o que trata da situação dos atletas encostados. Com os elencos cada vez mais numerosos, tornou-se comum os clubes afastarem atletas na tentativa de forçar que eles peçam para ser negociados sem receber os salários a que teriam direito.

Para o sindicato, a decisão de fazer um jogador treinar separado do restante do elenco não pode ser "unilateral" e caracteriza "discriminação".

O segundo e mais espinhoso ponto de discórdia é a respeito do pagamento de tributos. Os atletas não querem ver descontado dos seus salários o "Imposto de Solidariedade", instituído recentemente como parte do plano de austeridade do governo de Silvio Berlusconi, também dono do Milan. Além dos atuais descontos, quem recebe mais de 90 mil (R$ 208 mil) terá de pagar outros 5% ao governo e para quem tiver renda anual superior a 150 mil (R$ 346,5 mil) a "mordida" será de 10%.

"As reivindicações da Liga são espúrias e não vejo que isso vai mudar", reclamou o presidente do sindicato dos atletas, Damiano Tommasi.

Do lado dos clubes também houve bastante reclamação. "O texto proposto pelo sindicato não tem condições de ser aprovado sem mudanças nesses dois pontos", disse o presidente da associação de times da Série A, Maurizio Beretta.

Representantes dos clubes e dos atletas também estão longe de chegarem a um acordo para o início do campeonato. Os jogadores exigem garantias salariais e se recusam a entrar em campos nas duas primeiras rodadas.

A discussão, agora, passa a ser quando esses jogos serão disputados. As datas propostas são 23 e 28 de dezembro, o que pode causar mais confusão.

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