Fábio Motta/ Estadão
Fábio Motta/ Estadão

Balões causaram incêndio no Velódromo, diz Autoridade do Legado Olímpico

Em nota, ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB), ressalta que prática é crime ambiental

Daniela Amorim, Estadao Conteudo

30 de julho de 2017 | 08h42

RIO -  O incêndio que consumiu na madrugada deste domingo parte das instalações do Velódromo do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na zona sul do Rio, foi provocado por balões, segundo a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), autarquia criada pelo Ministério do Esporte para administrar o legado olímpico.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, as chamas começaram pouco antes de 0h30. As equipes deslocadas ao local levaram cerca de duas horas e meia para conter o incêndio, dando início em seguida ao trabalho de rescaldo. Os bombeiros só deixaram o velódromo perto das 8h da manhã.

“A prática de soltar balões é crime ambiental e, por isso, a autarquia repudia tal iniciativa. A expectativa é de que, após perícia, os envolvidos sejam devidamente penalizados por destruir o patrimônio público. Destacamos, ainda, que tomaremos todas as medidas necessárias para que o velódromo seja rapidamente recuperado e volte ao seu pleno funcionamento”, declarou a AGLO, em comunicado.

Os bombeiros não confirmam a causa do incêndio, que será determinada após o trabalho de perícia pela Polícia Civil. A Defesa Civil Municipal investigará posteriormente se o fogo causou algum dano à estrutura do parque esportivo. 

O Ministério do Esporte também divulgou nota lamentando o incidente e criticando a “prática criminosa de soltar balões”.

“O Velódromo, legado dos Jogos Olímpicos de 2016, vinha sendo utilizado por atletas e pela comunidade do Rio de Janeiro. Aguardamos e confiamos na apuração e punição dos envolvidos por destruírem mais do que um bem público, mas um equipamento comum a todos. Após a perícia dos Bombeiros, avaliaremos os danos e as medidas a serem adotadas para recuperação desse importante bem nacional”, informou a nota do Ministério.

 

(Cont) O Velódromo, legado dos Jogos Olímpicos brasileiro, vinha sendo utilizado por atletas e pela comunidade do Rio de janeiro. — Leonardo Picciani (@LeoPicciani15) 30 de julho de 2017

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), lamentou o incêndio em seu perfil no Twitter e condenou a prática de soltar balões, crime previsto na Lei 9605/98, Art. 42 da Lei de Crimes Ambientais. Picciani postou um vídeo de balões nos céus da região e foto de outros balões que teriam caído no Parque Olímpico na mesma ocasião.

 

Esse foi último registro. Agradecemos @cbmerjoficial pelo empenho nessa triste fatalidade e seguimos acompanhando a operação #POB #Velódromo pic.twitter.com/frCDyYIGGd — Leonardo Picciani (@LeoPicciani15) 30 de julho de 2017

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